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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

PL lança Rogério Marinho para disputar a presidência do Senado

A eleição será em 1º de fevereiro de 2027; o PL terá 29 senadores, e Marinho conta com apoio do Novo, mas enfrenta Tereza Cristina e Davi Alcolumbre.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rogério Marinho discursa em um evento político em uma sala institucional. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rogério Marinho discursa em um evento político em uma sala institucional.
Resumo em 30 segundos

O PL lançou Rogério Marinho para disputar a presidência do Senado em fevereiro de 2027. O partido terá 29 cadeiras na próxima legislatura, e o Novo declarou apoio ao senador. Tereza Cristina também mantém a candidatura por enquanto, enquanto Davi Alcolumbre busca a reeleição e tem apoio de direções partidárias.

O Partido Liberal (PL) lançou nesta quarta-feira, 4 de novembro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado. A eleição para o comando da Casa está marcada para 1º de fevereiro de 2027 e terá, além de Marinho, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), entre os nomes cotados.

O PL terá a maior bancada da próxima legislatura, com 29 das 81 cadeiras, e o Novo, que tem três senadores, declarou apoio à candidatura. A equipe de Marinho também busca votos individuais em outras siglas. Para vencer, são necessários 41 votos, metade mais um dos 81 senadores.

Tereza Cristina, senadora por Mato Grosso do Sul, também pretende disputar a presidência. Ela foi ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro e tem buscado apoio entre mulheres e parlamentares de centro. Marinho afirmou que os dois têm um acordo para não concorrerem um contra o outro; a expectativa é que, em janeiro, um deles desista para concentrar os votos da oposição. Tereza, por sua vez, disse que sua candidatura está mantida por enquanto.

A disputa ocorre também com Alcolumbre em busca da reeleição. As direções do União Brasil e do PP anunciaram apoio à permanência dele, mas senadores das duas siglas evitaram endossar publicamente a decisão. Alcolumbre também tem respaldo de dirigentes do MDB, do PSD e do PT, embora haja resistências individuais nessas bancadas.

Marinho coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. No lançamento, o senador defendeu que o Congresso permita a análise de pautas da oposição, incluindo um projeto de anistia a condenados por tentativa de golpe de Estado. A anistia é uma medida que pode extinguir punições para pessoas abrangidas por uma lei aprovada pelo Congresso; o projeto ainda precisaria passar pela tramitação legislativa.

O senador também recordou sua candidatura à presidência do Senado em 2023, quando enfrentou Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apoiado por Alcolumbre. Marinho disse que pretende respeitar a proporcionalidade partidária, a democracia e as divergências políticas caso seja eleito. Ele criticou a distribuição de espaços em comissões após a disputa anterior e afirmou que parlamentares do PL não puderam participar delas.

A presidência do Senado define, entre outras atribuições, a condução das sessões e a organização dos trabalhos da Casa. A votação é secreta, e parte da oposição defende que os senadores mostrem seus votos antes de depositar as cédulas, como forma de pressionar por apoio a um candidato oposicionista. Alcolumbre, por sua vez, conta com relações construídas com partidos de centro e aposta em divergências entre os adversários.

Fontes: Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, O Globo

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