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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Petróleo recua após alta em meio à tensão no estreito de Hormuz

O Brent era negociado a US$ 110,17 pela manhã, enquanto o bloqueio do estreito de Hormuz e os ataques na região mantinham a preocupação com a oferta.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navios-tanque aguardam em águas próximas ao estreito de Hormuz. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navios-tanque aguardam em águas próximas ao estreito de Hormuz.
Resumo em 30 segundos

O petróleo caiu nesta segunda-feira, após atingir US$ 117 por barril na sexta-feira. O Brent chegou a recuar 2,19% e depois reduziu a perda. O bloqueio do estreito de Hormuz, os ataques na região e a incerteza sobre os próximos passos dos Estados Unidos seguem pressionando as expectativas sobre a oferta.

O petróleo recuou mais de 2% nesta segunda-feira (26), depois de alcançar US$ 117 por barril na sexta-feira (23), enquanto ataques entre os houthis e a Arábia Saudita aumentam a tensão no Oriente Médio e autoridades se preparam para conversas sobre segurança regional em Teerã. O estreito de Hormuz, rota importante para o transporte de petróleo, permanece bloqueado, elevando a preocupação com a oferta mundial.

Por volta das 0h30, no horário de Brasília, o Brent, referência internacional, caía 2,19%, a US$ 109,25 por barril. Às 8h45, a perda havia diminuído para 1,35%, com o barril cotado a US$ 110,17. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, recuava 1,96%, para US$ 101,25.

A queda ocorreu após uma forte alta na sexta-feira, quando os preços chegaram aos níveis mais elevados em cinco meses. O avanço refletiu o temor de uma interrupção prolongada no fornecimento e a redução dos estoques. Também pesou a possibilidade de os Estados Unidos atacarem o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

No domingo, o presidente Donald Trump disse que poderia ordenar novos ataques contra o Irã ou buscar um acordo com Teerã. “Essa é a única questão”, afirmou à Fox News. Integrantes do governo americano disseram que o Irã estaria preparando novas ofensivas.

A movimentação diplomática também influenciou as expectativas do mercado. Autoridades do Catar visitaram Teerã na semana passada, e representantes de alto escalão da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia devem se reunir nesta segunda-feira com autoridades iranianas. Ali Bagheri Kani, secretário adjunto do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse à televisão estatal que a iniciativa pode dar início a esforços para uma região de “estabilidade, tranquilidade e progresso”.

Antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pelo estreito de Hormuz, entre o Irã e Omã. A rota é estratégica para as exportações de energia do Golfo Pérsico. Na semana passada, o Irã intensificou ataques contra navios-tanque que cruzam a passagem; o bloqueio tem levado a Arábia Saudita a recorrer ao oleoduto Leste-Oeste para escoar petróleo.

Nesta segunda, os houthis disseram ter atacado estações de bombeamento desse oleoduto e o aeroporto de Riad. A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen afirmou ter destruído dois lançadores de mísseis balísticos em Sanaa, um deles usado para disparar um míssil contra Riad, interceptado, segundo o grupo. A Arábia Saudita não confirmou imediatamente os ataques atribuídos aos houthis.

Os Estados Unidos retiraram na semana passada parte do pessoal diplomático e familiares da Arábia Saudita, diante do aumento dos ataques houthis contra o reino. Analistas do Barclays disseram que as ofensivas, os ataques a navios-tanque e a incerteza sobre os próximos passos de Washington mantêm um prêmio geopolítico nos preços. Os contratos do Brent para entrega até abril de 2027 eram negociados abaixo de US$ 100 por barril.

Fontes: Folha de S.Paulo

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