Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Petroleiro Louise 1 é atingido por minas magnéticas em Ormuz

O ataque incendiou a casa de máquinas, mas a tripulação ficou em segurança; não houve impacto ambiental nem confirmação sobre os responsáveis.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Petroleiro no Estreito de Ormuz com fumaça saindo da área das máquinas e costa de Omã ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Petroleiro no Estreito de Ormuz com fumaça saindo da área das máquinas e costa de Omã ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O petroleiro Louise 1, de bandeira panamenha, foi atingido por duas minas magnéticas no Estreito de Ormuz e ficou temporariamente sem condições de navegar. A tripulação está em segurança, o incêndio na casa de máquinas foi apagado e não houve impacto ambiental. Não há confirmação sobre quem realizou o ataque.

O petroleiro Louise 1, de bandeira panamenha, foi atingido por duas minas magnéticas no Estreito de Ormuz na quinta-feira, 29, segundo fontes marítimas. O ataque provocou um incêndio na casa de máquinas e deixou o navio temporariamente sem condições de navegar. A tripulação ficou em segurança, o fogo foi apagado e não houve impacto ambiental, informou a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO).

O incidente ocorreu a cerca de 46 quilômetros a nordeste de Khasab, em Omã. A UKMTO informou que o navio seguia para o próximo porto de escala, mas não identificou a embarcação em seu comunicado. Fontes marítimas apontaram o Louise 1 como alvo. Não havia informação confirmada sobre quem realizou o ataque.

Foi o primeiro uso bem-sucedido conhecido de minas magnéticas contra um navio na região desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro. Em setembro, houve uma tentativa semelhante, mas os dispositivos não explodiram, de acordo com fontes de segurança marítima.

Minas magnéticas são fixadas ao casco de uma embarcação e podem ser acionadas para causar uma explosão. O grupo de gestão de riscos marítimos Marisks afirmou que uma pequena embarcação conseguiu se aproximar do petroleiro em trânsito, instalar os explosivos e deixar a área. Para o grupo, a possibilidade de repetir esse tipo de ação representa um risco para a navegação no estreito.

A Marisks também disse que esse tipo de mina é barato e de fácil acesso. O uso de pequenas embarcações para prender os dispositivos ao casco é uma operação de baixa tecnologia, mas pode ser eficaz, segundo a consultoria sediada na Grécia. O grupo relatou que minas magnéticas já haviam sido usadas na região a partir de 2017 e contra petroleiros nos anos seguintes.

O ataque ocorreu em meio a episódios recorrentes contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e nas áreas próximas. A passagem é uma rota importante para a exportação mundial de petróleo. O Irã tem atacado embarcações que, segundo Teerã, desrespeitam restrições impostas à circulação pelo estreito, em uma tentativa de afirmar controle sobre a via e pressionar Washington.

Em julho, o Louise 1 também foi atingido por drones navais ucranianos no Mar Negro. O serviço de segurança da Ucrânia afirmou na ocasião que o navio transportava petróleo russo e fazia parte da chamada frota fantasma, formada por petroleiros usados por Moscou para manter as exportações. A operadora da embarcação é a Aquarius Maritime Ventures, sediada no Panamá.

Para entender

Estreito de Ormuz
Passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, ladeada pelo Irã e por Omã. É uma rota estratégica para o transporte internacional de petróleo e outros produtos, ligando importantes áreas produtoras aos mercados globais.
Minas magnéticas
Explosivos navais que podem ser fixados ao casco de uma embarcação e acionados por mecanismos relacionados à presença ou às características magnéticas do alvo. Seu uso pode danificar navios e ameaçar a navegação, mesmo sem confronto direto entre embarcações.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também