Padre Patricio Sánchez Molinari morre após crucifixo cair em missa
O sacerdote redentorista tinha 52 anos e celebrava a Eucaristia em uma igreja de Guayaquil, no Equador, quando o crucifixo caiu sobre ele.
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Patricio Sánchez Molinari morreu em 17 de outubro, durante uma missa na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Guayaquil. O padre redentorista tinha 52 anos e atuava como pároco e superior da comunidade religiosa local. Um crucifixo se desprendeu da parede do santuário e caiu sobre ele durante a celebração.
O padre redentorista Patricio Sánchez Molinari morreu em 17 de outubro, durante uma missa na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Guayaquil, no Equador. Um grande crucifixo se desprendeu da parede do santuário e caiu sobre ele enquanto celebrava a Eucaristia. Sánchez era pároco da igreja e tinha 52 anos.
Pedro Calle, padre redentorista e confrade de Sánchez, disse que ele morreu fazendo o que amava. Calle está em Guayaquil para tratar de assuntos relacionados à morte e participa de uma novena pelo repouso da alma do sacerdote, realizada de 19 a 27 de outubro. Uma novena é um período de orações praticadas durante nove dias, geralmente com uma intenção religiosa específica.
Calle descreveu Sánchez como um homem calmo, paciente, simples e próximo das pessoas. Segundo ele, o sacerdote se preocupava em acolher quem encontrava e em garantir que os outros tivessem algo para comer ou beber. Também gostava de cinema, caminhadas e natação.
A devoção à Eucaristia e à Virgem Maria era central na vida religiosa de Sánchez, relatou Calle. O confrade afirmou que, nas paróquias onde atuava, ele incentivava a adoração ao Santíssimo Sacramento e permanecia em oração depois de expô-lo. Calle disse ainda que as homilias do sacerdote eram simples e que ele se mostrava disponível para ajudar os outros.
Sánchez nasceu em 6 de novembro de 1973, em Cuenca, no Equador. Fez sua profissão religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor, conhecida como Redentoristas, em 15 de agosto de 2000, e foi ordenado padre em 15 de outubro de 2005. A congregação é uma ordem religiosa católica; seus membros vivem em comunidade e se dedicam à atividade pastoral e missionária.
Ao longo do ministério, Sánchez trabalhou em Loja, no sul do Equador, e em Vinces, descrita como uma área de missão. Depois, passou nove anos em uma paróquia de Manta e cerca de quatro anos em Guayaquil, onde servia na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Além de pároco, era superior da comunidade religiosa local.
A última homilia de Sánchez foi feita no dia de sua morte. Nela, ele falou sobre a importância de reservar tempo para Deus e para as relações pessoais. “Ele deve vir primeiro”, disse, antes de lembrar aos fiéis que todos morrerão um dia e que o tempo dedicado a Deus, à família e às outras pessoas tem valor.
Calle afirmou que a morte do confrade pode se tornar um sinal de graça para católicos e outras pessoas, por ter ocorrido durante a celebração da missa. Ele ressaltou, porém, que essa é uma percepção pessoal e que não pode prever o significado que o episódio terá para os fiéis. O padre também disse que a situação é difícil de processar por causa da maneira como aconteceu.
Sánchez morreu enquanto conduzia uma celebração central da tradição católica, na qual os fiéis recordam a Última Ceia e, segundo a doutrina da Igreja, o pão e o vinho se tornam o corpo e o sangue de Cristo. A queda do crucifixo ocorreu dentro do santuário, espaço da igreja destinado às celebrações e ao altar. Calle afirmou que o objeto não sofreu danos, com exceção de uma parte na região da perna da imagem.