Luisa González é presa no Equador em investigação sobre campanha
A ex-candidata nega irregularidades; o Ministério Público afirma que três pessoas serão acusadas formalmente por suspeita de lavagem de dinheiro.
Resumo em 30 segundos
A ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González foi presa durante uma operação policial e do Ministério Público. Ela é investigada por supostas irregularidades no financiamento e nos gastos de campanha e nega as acusações. A promotoria informou que três pessoas serão formalmente acusadas por suspeita de lavagem de dinheiro.
A ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González foi presa nesta quinta-feira, durante uma operação da polícia e do Ministério Público. Principal líder da oposição ao presidente Daniel Noboa, ela é investigada por supostas irregularidades no financiamento e nos gastos de campanha; o órgão informou que três pessoas serão formalmente acusadas por suspeita de lavagem de dinheiro.
A promotoria equatoriana afirmou que apura inconsistências nas contribuições e a origem dos recursos usados na campanha de González. A investigação teve início em janeiro, mas o Ministério Público não esclareceu se a prisão desta quinta-feira integra o mesmo procedimento. González nega as acusações e as classifica como “perseguição política”.
A apuração também envolve outras sete pessoas, entre elas Andrés Arauz, candidato a vice-presidente na chapa de González em 2023. Em janeiro, a promotoria informou que investigava suspeitas de financiamento irregular para a campanha presidencial daquele ano e mencionou a possível entrada de dinheiro em espécie proveniente da Venezuela. A residência da ex-candidata foi revistada durante a investigação.
González, advogada de 48 anos, é aliada do ex-presidente Rafael Correa e preside o partido Revolução Cidadã desde o fim de 2023. Ela disputou a Presidência duas vezes e chegou ao segundo turno tanto em 2023 quanto em 2025, mas foi derrotada por Noboa nas duas eleições.
Correa comentou a prisão em uma publicação no X: “Prenderam Luisa González. Já chega!”. A polícia e o partido da ex-candidata confirmaram a detenção, mas não deram outros detalhes. O Ministério Público informou que apresentaria acusações formais contra três investigados nas horas seguintes à operação.
A legislação penal do Equador prevê de um a 13 anos de prisão para quem for condenado por lavagem de dinheiro. A investigação, portanto, ainda trata de suspeitas: a apresentação de acusações formais não equivale a uma condenação, que depende de julgamento.
González também tentou concorrer ao governo da província de Manabí, nas eleições locais previstas para 29 de novembro, mas não conseguiu registrar candidatura. O Tribunal Contencioso Eleitoral suspendeu o Revolução Cidadã; depois, barrou a tentativa de González de disputar pelo movimento indígena Pachakutik, por falta do tempo mínimo de filiação exigido. O tribunal manteve a decisão após a apresentação de recursos.