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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Houthis mantêm Taiz isolada e ONU alerta para crise humanitária

Mais de 250 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen desde agosto, enquanto o bloqueio da rota para Taiz dificulta a entrada de ajuda e itens básicos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caminhão de ajuda parado em uma estrada bloqueada perto de Taiz, no Iêmen. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caminhão de ajuda parado em uma estrada bloqueada perto de Taiz, no Iêmen.
Resumo em 30 segundos

A ONU informou que mais de 250 mil pessoas foram deslocadas dentro do Iêmen entre 1º de agosto e 17 de outubro. Em Taiz, no oeste do país, os houthis fecharam a única rota de abastecimento que liga a cidade a Aden. Combates e aumento de casos suspeitos de cólera pressionam os serviços de saúde.

Mais de 250 mil pessoas foram deslocadas dentro do Iêmen entre 1º de agosto e 17 de outubro, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, 20. A entidade também pediu que a ajuda humanitária tenha acesso imediato a Taiz, cidade do oeste do país cercada pelos houthis desde o início de outubro.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) afirmou estar profundamente preocupado com o deslocamento de civis. O total supera 250 mil pessoas no período, segundo o porta-voz Matthew Saltmarsh, que falou em Genebra.

Em Taiz, o fechamento pelos houthis da única rota de abastecimento que liga a cidade a Aden impede a passagem de ajuda e dificulta a chegada de itens básicos, afirmou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk. Ele alertou que os riscos para os civis aumentam à medida que os combates se aproximam das áreas mais povoadas.

Türk pediu que a assistência humanitária possa entrar na cidade e que sua passagem seja facilitada. O bloqueio de uma rota de abastecimento pode restringir o acesso da população a alimentos, medicamentos e outros bens essenciais, além de dificultar o trabalho das equipes de ajuda.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também manifestou preocupação com o quadro em Taiz. Seu porta-voz, Tarik Jasarevic, disse que a intensificação dos combates, o deslocamento em massa e o aumento de epidemias pressionam um sistema de saúde já sobrecarregado. Ele descreveu a situação na região como de perigo crítico.

A transmissão da cólera aumentou na área, segundo Jasarevic. Os casos suspeitos registrados por semana passaram de 221 no início de setembro para 683 no começo de outubro, mais que o triplo. A cólera é uma doença infecciosa que pode causar desidratação grave e exige atendimento rápido, sobretudo quando há acesso limitado a serviços de saúde e água segura.

O Iêmen voltou a enfrentar uma escalada da guerra em julho, depois de vários anos de relativa calma. O conflito regional iniciado no fim de fevereiro, com a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, também contribuiu para a retomada dos combates no país.

Os houthis, apoiados pelo Irã, controlavam grande parte do norte iemenita, incluindo a capital, Saná, e avançaram pela costa ocidental em poucos dias. Desde a retomada da guerra, a Arábia Saudita tem bombardeado áreas sob controle do grupo; os houthis responderam com ataques em território saudita, incluindo contra alvos em Riade.

Para entender

Houthis
Movimento político e armado do Iêmen, também conhecido como Ansar Allah. O grupo surgiu no norte do país e controla áreas que incluem a capital, Saná. Está envolvido na guerra civil iemenita e recebe apoio do Irã.

Fontes: Zero Hora

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