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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Nvidia exige que nuvens reservem 51% da capacidade fora da China

A regra vale para novos contratos no mundo todo e busca restringir o acesso de grupos chineses a chips avançados por meio de centros de dados no exterior.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Corredor de um centro de dados com fileiras de servidores e um profissional monitorando a infraestrutura. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Corredor de um centro de dados com fileiras de servidores e um profissional monitorando a infraestrutura.
Resumo em 30 segundos

A Nvidia orientou provedores de computação em nuvem que usam sua infraestrutura a destinar ao menos 51% da capacidade de novos contratos a empresas de fora da China. A exigência, transmitida verbalmente e aplicada desde o terceiro trimestre, não muda acordos existentes e pode levar centros de dados no exterior a reduzir operações.

A Nvidia passou a exigir que novos contratos de serviços de computação em nuvem apoiados por sua infraestrutura destinem pelo menos 51% da capacidade a empresas de fora da China. A orientação, transmitida verbalmente nos últimos meses a clientes em todo o mundo, busca limitar o acesso de grupos chineses a chips avançados por meio de centros de dados no exterior.

As regras valem para novos acordos, mas não alteram contratos de locação já existentes. Elas foram implementadas no terceiro trimestre pelas equipes de vendas e representantes regionais da fabricante, sem formalização em documentos, segundo fontes familiarizadas com a medida.

A mudança ocorre enquanto os Estados Unidos ampliam as restrições ao acesso chinês a chips de inteligência artificial (IA) e a serviços de computação em nuvem que permitam usá-los fora do país. Empresas chinesas têm alugado capacidade em centros de dados no exterior para tarefas avançadas, como o treinamento de modelos de IA.

A Nvidia afirmou que centros de dados e serviços em nuvem construídos com chips americanos são fundamentais para que desenvolvedores dos Estados Unidos concorram globalmente. A empresa acrescentou que a política americana incentiva provedores de nuvem a usar infraestrutura dos EUA e buscar clientes em diferentes mercados, o que, segundo ela, favorece a expansão dessa infraestrutura e gera prosperidade, influência e empregos no país.

A orientação também pode afetar a operação de centros de dados fora dos Estados Unidos. Provedores têm dificuldade para encontrar clientes não chineses em quantidade suficiente, especialmente fora do mercado americano. Um grupo sediado em Cingapura afirmou que, se as exigências forem aplicadas rigorosamente, elas prejudicarão os negócios. Instalações que não cumprirem a proporção exigida podem ter de reduzir suas operações.

A pressão sobre a oferta de capacidade computacional avançada já pesa sobre empresas chinesas de tecnologia. Um conjunto de chips B300, vendido no mercado internacional por cerca de US$ 600 mil, teria sido negociado na China no mês passado por 18,5 milhões de yuans, equivalentes a US$ 2,8 milhões, segundo uma fonte com conhecimento da transação.

O B300 está entre os produtos mais avançados da Nvidia e é usado por empresas americanas de IA, como Anthropic e OpenAI. Sua venda na China é proibida pelas restrições dos Estados Unidos à exportação de chips. A escassez e os controles de exportação ajudam a explicar a procura por capacidade de computação em nuvem fora do país.

A Nvidia também reduziu em mais da metade o número de clientes asiáticos autorizados a comprar chips de IA. Neste ano, a empresa criou uma lista de compradores submetidos a verificações mais rigorosas, com o objetivo de impedir que os produtos cheguem à China. Com menos chips entrando no país por contrabando, grupos chineses passaram a depender mais de contratos de locação no exterior.

Os Estados Unidos e a China são os maiores polos de demanda por poder computacional, e empresas chinesas figuram entre os principais clientes de centros de dados em mercados como o Sudeste Asiático. A exigência da Nvidia pode, portanto, mudar a composição da clientela dessas instalações e restringir uma via usada por grupos chineses para acessar recursos de IA.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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