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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

China rejeita acusações de espionagem contra Jensen Huang

A resposta veio após suspeitas dos EUA de que uma executiva da Megaspeed repassava informações a Pequim e de envio de chips da Nvidia à China.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Chip diante de fileiras de servidores em um centro de dados. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Chip diante de fileiras de servidores em um centro de dados.
Resumo em 30 segundos

A China classificou como infundadas as acusações de que teria espionado Jensen Huang, CEO da Nvidia. A reação ocorreu após uma reportagem apontar suspeitas de que Alice Huang, executiva ligada à empresa de data centers Megaspeed, enviava informações a Pequim e de que a companhia teria enviado chips da Nvidia à China. A fabricante contestou as alegações.

A China rejeitou nesta sexta-feira (30) as acusações de que teria espionado Jensen Huang, diretor-executivo da Nvidia, e classificou as informações como “especulações infundadas”. A reação ocorreu após uma reportagem atribuir a autoridades de inteligência dos Estados Unidos suspeitas de que uma executiva ligada à empresa de data centers Megaspeed enviava informações a Pequim.

“É uma tentativa de difamar a China”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em entrevista coletiva. A reportagem também levantou suspeitas de que a Megaspeed, sediada em Singapura, teria enviado chips da Nvidia à China.

A executiva citada é Alice Huang, também conhecida como Huang Le, que não tem parentesco com Jensen Huang. Segundo a reportagem, ela teria desenvolvido uma relação próxima com o dirigente da Nvidia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sido informado das conclusões dos serviços de inteligência cerca de um ano atrás, mas não tomou medidas, ainda de acordo com o relato.

A Nvidia afirmou que a Megaspeed era tratada como qualquer outro cliente regional. Um porta-voz da companhia disse que os contatos de Jensen Huang com a executiva não eram incomuns e que os clientes de serviços em nuvem recebem informações comerciais comuns, não segredos comerciais sensíveis nem dados relevantes para a segurança nacional.

O representante também contestou a suspeita de contrabando de chips. Segundo ele, as acusações contra a Megaspeed foram investigadas e desacreditadas no ano passado. Uma tentativa de contato com a empresa pelo telefone listado em seu site não confirmou sua atividade: quem atendeu disse não conhecer a companhia e que o número era de uma residência.

O caso ocorre em meio à disputa entre Washington e Pequim pelo domínio de tecnologias avançadas. Os Estados Unidos restringem a venda à China dos chips mais avançados da Nvidia, usados para treinar e executar sistemas de inteligência artificial (IA). Esses processadores são componentes importantes de centros de dados, instalações que reúnem servidores e equipamentos para armazenar e processar grandes volumes de informação.

A expansão global desses centros de dados, impulsionada pela demanda por IA, contribuiu para tornar a Nvidia a empresa mais valiosa do mundo. A disputa sobre o acesso aos chips envolve tanto o comércio quanto a capacidade de desenvolver e operar modelos de inteligência artificial em larga escala.

Para entender

Controles de exportação de chips
Os Estados Unidos impõem restrições à venda para a China de determinados chips avançados da Nvidia. As regras buscam limitar o acesso a componentes usados em sistemas de inteligência artificial e centros de dados.

Fontes: Zero Hora, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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