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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Nvidia enfrenta suspeita de espionagem ligada a chips enviados à China

Agências dos EUA suspeitam que Alice Huang, da Megaspeed, poderia ajudar a direcionar chips avançados de inteligência artificial da Nvidia à China.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caixas de equipamentos diante de servidores em um centro de dados. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caixas de equipamentos diante de servidores em um centro de dados.
Resumo em 30 segundos

Agências de inteligência dos Estados Unidos suspeitam que Alice Huang, executiva da Megaspeed, poderia facilitar o envio de chips avançados da Nvidia à China. Donald Trump teria sido informado sobre a relação entre ela e Jensen Huang, mas optado por não divulgar a suspeita nem interromper as vendas. A Nvidia negou contrabando; a Megaspeed abriu investigação interna.

O presidente da Nvidia, Jensen Huang, teria sido alvo de uma operação de espionagem chinesa ligada a Alice Huang, executiva da empresa de data centers Megaspeed, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (29). Agências de inteligência dos Estados Unidos suspeitaram que ela trabalhava para Pequim e poderia ajudar a direcionar chips avançados de inteligência artificial da companhia à China. A executiva também é conhecida como Huang Le.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sido informado sobre a proximidade entre Huang e a executiva cerca de um ano atrás. Segundo relatos atribuídos a pessoas com conhecimento do caso, ele optou por não tornar a suspeita pública nem agir para interromper as vendas da Nvidia. A decisão teria considerado o peso da empresa para o mercado de ações e a economia americana, além do risco de ampliar tensões comerciais com a China. Huang, de acordo com os relatos, não foi avisado sobre a possível espionagem.

A Nvidia negou que a Megaspeed estivesse contrabandeando chips de Cingapura, onde fica a sede da empresa, para a China. O porta-voz John Rizzo afirmou que Huang costuma se reunir com clientes e que esses encontros não são incomuns. A companhia também declarou estar confiante de que o governo americano a informaria caso considerasse alguém uma ameaça à indústria dos Estados Unidos.

Rizzo disse que clientes como a Megaspeed recebem informações comerciais comuns, e não segredos comerciais sensíveis ou dados relevantes para a segurança nacional. A empresa de data centers afirmou que sua atual liderança leva as alegações a sério, contratou assessoria jurídica externa para uma investigação interna e comunicou ao governo americano que cooperará. Alice Huang não respondeu aos pedidos de comentário. A Casa Branca, a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos não comentaram.

A investigação americana sobre a Megaspeed começou no fim de 2024, após um funcionário do Departamento de Comércio visitar um centro de dados da companhia na Malásia. Ele considerou o local suspeito porque equipamentos da Nvidia estavam embalados, o que poderia indicar que estavam em trânsito, em vez de instalados. Cingapura também abriu uma investigação; em 2025, autoridades interrogaram Alice Huang e depois a liberaram.

O caso se insere nos esforços de Washington para limitar o acesso chinês a tecnologias que poderiam reduzir a vantagem dos Estados Unidos na disputa por inteligência artificial. A suspeita descrita envolve possível transferência de chips e não equivale, por si só, a uma conclusão de que a empresa ou a executiva tenham cometido um crime.

Para entender

Megaspeed
Empresa de data centers com sede em Cingapura. Centros de dados abrigam servidores e equipamentos usados para armazenar e processar grandes volumes de informação, inclusive em aplicações de inteligência artificial.
Controles de exportação
Regras governamentais que restringem ou condicionam a venda e a transferência de determinados produtos e tecnologias para outros países. Os Estados Unidos usam esses controles para limitar o acesso chinês a tecnologias consideradas estratégicas.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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