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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Nunes Marques discute com a Meta regras de IA para imagens eleitorais

A reunião no TSE ocorreu após a campanha de Lula apontar diferenças na Meta AI e pedir critérios iguais para imagens relacionadas aos candidatos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Sala de reunião institucional com mesa, microfones e cadeiras vazias. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Sala de reunião institucional com mesa, microfones e cadeiras vazias.
Resumo em 30 segundos

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reuniu-se com representantes da Meta para tratar de diferenças apontadas pela coligação de Lula nas respostas da Meta AI a pedidos de imagens eleitorais. A campanha também questiona o alcance de publicações e pediu a retirada de 255 perfis do Instagram. A empresa contesta a alegação de redução de alcance.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reuniu-se nesta quinta-feira (15) com representantes da Meta para discutir diferenças no funcionamento da inteligência artificial da empresa em pedidos de criação de imagens eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). O encontro ocorreu antes da sessão plenária do tribunal e não contou com integrantes das campanhas.

A discussão envolve a Meta AI, ferramenta disponível no WhatsApp e integrada a outros serviços da empresa, como Instagram e Facebook. Segundo testes apresentados pela equipe jurídica da coligação de Lula, o sistema recusa pedidos para gerar imagens que declarem voto no presidente ou usem sua imagem, mas aceita solicitações semelhantes relacionadas a Flávio.

A coligação apresentou a nova contestação ao TSE na quarta-feira (14), como parte de uma representação protocolada em 9 de outubro. A ação inicial questionava restrições à distribuição de publicações de Lula e de aliados e apontava dificuldades para impulsionar conteúdos eleitorais nas plataformas da Meta.

Na petição, os advogados afirmam que a diferença de respostas indicaria tratamento desigual e poderia permitir a produção em escala de material eleitoral irregular em favor de Flávio. A campanha pede que a empresa aplique critérios equivalentes às candidaturas. As alegações são da coligação e ainda não representam uma conclusão do tribunal sobre o funcionamento da ferramenta.

A representação também questiona a entrega de publicações políticas nas plataformas. A coligação sustenta que conteúdos ligados a Lula e a apoiadores teriam alcance limitado, enquanto materiais associados à candidatura de Flávio receberiam distribuição maior. Em manifestação anterior ao TSE, a Meta afirmou que a suposta redução de alcance não havia sido demonstrada e não se confirmava diante de dados objetivos.

A campanha pediu ainda a retirada de 255 perfis do Instagram que considera suspeitos de atividade automatizada ou inautêntica, além de informações sobre os mecanismos usados pela empresa para detectar redes coordenadas. Também solicitou que eventuais correções fossem feitas em até seis horas e propôs multa diária de R$ 500 mil, limitada inicialmente a R$ 5 milhões.

Na quarta-feira, a Meta informou que havia proibido temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles. A reunião desta quinta ocorreu em meio às cobranças da coligação por tratamento igualitário e às respostas da empresa sobre as acusações. A Meta é responsável por serviços de redes sociais e mensagens, e suas regras de recomendação e geração de conteúdo podem afetar a circulação de material eleitoral entre usuários.

Fontes: Valor Econômico, Estadão, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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