Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

MPT pede suspensão de uniformes com número 22 em rede baiana

A ação contra a Rede Mix aponta possível assédio eleitoral; a Justiça ainda não decidiu sobre a liminar, que prevê multa diária de ao menos R$ 50 mil.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Funcionários de supermercado usam uniformes semelhantes em um corredor de compras. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Funcionários de supermercado usam uniformes semelhantes em um corredor de compras.
Resumo em 30 segundos

O Ministério Público do Trabalho pediu à Justiça que a Rede Mix suspenda o uso de camisetas com o número 22 durante as eleições de 2026. O órgão aponta possível assédio eleitoral e pede multa diária de pelo menos R$ 50 mil em caso de descumprimento. A empresa diz que o número celebra seu aniversário.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu à Justiça uma liminar para que os supermercados Rede Mix, na Bahia, suspendam o uso de uniformes com o número 22. O órgão considera que as camisetas podem configurar assédio eleitoral durante as eleições de 2026 e propõe multa diária de pelo menos R$ 50 mil em caso de descumprimento da ordem. A empresa tem 20 unidades na Região Metropolitana de Salvador.

A Rede Mix afirma que o número se refere ao aniversário do grupo, comemorado anualmente entre o fim de setembro e novembro. Em nota, informou que ainda não havia sido notificada sobre o processo e que apresentou ao MPT documentos de campanhas de aniversário realizadas em anos anteriores, que, segundo a empresa, demonstram a continuidade da prática.

A ação foi apresentada depois de uma recomendação do MPT para que a rede revisasse campanhas com referências que pudessem ser interpretadas como políticas. Uma fiscalização constatou que os uniformes continuavam em uso, segundo o órgão.

A procuradora Manuella Gedeon, que assina a ação, afirma que a campanha de aniversário foi intensificada durante o período eleitoral. Para o MPT, a situação pode associar a identidade visual da empresa a mensagens político-eleitorais e influenciar ou constranger os trabalhadores em suas convicções políticas.

O órgão diz ter recebido uma denúncia inicial e outras representações acompanhadas de fotografias. Os relatos apontavam que empregados eram compelidos a usar as camisetas diante de colegas, clientes e do público em geral. A alegação de que os trabalhadores eram obrigados a vestir o uniforme é apresentada pelo MPT; a empresa não comentou esse ponto na nota citada.

O caso também repercutiu nas redes sociais. Em um vídeo, o cantor João Cavalcanti e o instrumentista e sanfoneiro Marcelo Caldi relataram ter visto funcionários usando as camisetas em um supermercado de Salvador. Cavalcanti disse que achou curioso o uso do número 22 em uma comemoração de aniversário, em vez de uma data redonda, como 20 ou 25 anos.

O pedido de liminar ainda depende de decisão judicial. Uma liminar é uma medida provisória que pode ser concedida antes do julgamento final, quando a Justiça avalia haver necessidade de uma resposta imediata. Se deferida, a ordem poderá interromper o uso das camisetas enquanto o processo tramita; a multa solicitada pelo MPT só será aplicada se houver descumprimento da determinação.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também