Meta fecha acordo em ação sobre danos das redes a adolescentes
No processo contra Meta, a jovem de 18 anos do Mississippi também obteve acordos com YouTube e TikTok; a Snap será a única ré no julgamento em Los Angeles.
Resumo em 30 segundos
A Meta fechou um acordo em uma ação movida por uma jovem de 18 anos que atribui danos ao uso de redes sociais. YouTube e TikTok também fizeram acordos, deixando a Snap como única empresa que deverá se defender no julgamento previsto para a próxima semana, em Los Angeles. Os valores não foram divulgados.
A Meta fechou nesta sexta-feira um acordo em um processo nos Estados Unidos que acusa redes sociais de causar dependência e danos a adolescentes. Com a decisão, a empresa evitou um julgamento que estava previsto para a próxima semana em Los Angeles, na Califórnia. O caso foi movido por uma jovem de 18 anos do Mississippi, identificada pelas iniciais K.D.B.
YouTube e TikTok também fizeram acordos com K.D.B., e a Snap passou a ser a única empresa que deverá se defender no julgamento. Os valores dos acordos não foram divulgados. A jovem havia processado as plataformas por supostos danos relacionados ao uso de seus serviços.
O caso integra um grupo de nove ações-piloto contra Meta, YouTube, TikTok e Snap. Selecionados entre milhares de processos semelhantes, esses casos servem para testar argumentos e orientar a tramitação de ações sobre o mesmo tema. As acusações afirmam que recursos como rolagem infinita e feeds algorítmicos incentivam o uso excessivo e podem causar danos pessoais.
A disputa também põe à prova uma tese jurídica segundo a qual o design das plataformas pode ser responsabilizado pelos prejuízos alegados por usuários. Em março, um júri considerou Meta e YouTube responsáveis pelos danos sofridos por uma jovem da Califórnia e determinou o pagamento de US$ 6 milhões em indenizações. Ela havia alegado negligência e danos ligados a recursos que, segundo o processo, favoreciam a dependência.
A Meta também havia feito um acordo com outra autora do processo previsto para a próxima semana: uma adolescente de 16 anos de Illinois, identificada como S.J. Dois outros processos contra a empresa foram retirados. A companhia afirmou que acordos e desistências são comuns na seleção dos casos-piloto e declarou que mantém o compromisso de proteger usuários mais jovens.
“Continuaremos a nos defender nos tribunais e mantemos nossa confiança em nosso histórico de atuação”, disse a Meta em comunicado. Emily Jeffcott, advogada de K.D.B., afirmou que a equipe seguirá comprometida com a segurança de crianças nas redes sociais e com a responsabilização das empresas de tecnologia.
A dependência de redes sociais não é um diagnóstico médico único com nome universal. No debate judicial, a expressão descreve alegações de uso compulsivo e de prejuízos associados ao funcionamento dos aplicativos. Os processos não afirmam apenas que adolescentes passam muito tempo conectados: questionam se escolhas de design, como a reprodução contínua de conteúdo e a recomendação algorítmica, contribuem para esse padrão e para danos aos usuários.