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Sábado, 24 de outubro de 2026

Merz pede união na coalizão e alerta para ameaças da Rússia

Em congresso da CSU, chanceler também rejeita cooperação conservadora com a AfD e pede reformas para recuperar a confiança nas instituições.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Friedrich Merz discursa em um congresso político diante de uma plateia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Friedrich Merz discursa em um congresso político diante de uma plateia.
Resumo em 30 segundos

Friedrich Merz pediu união entre os partidos da coalizão alemã e alertou para ameaças da Rússia e do extremismo interno. O discurso ocorreu em meio a atritos entre os aliados e após derrotas eleitorais regionais. O chanceler também rejeitou a cooperação com a AfD e defendeu reformas econômicas e sociais.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, pediu união entre os partidos de sua coalizão de governo e alertou para ameaças atribuídas à Rússia e ao extremismo interno. As declarações foram feitas neste sábado, durante um congresso da União Social Cristã (CSU), em um momento de tensão entre os aliados e após derrotas eleitorais de partidos governistas em pleitos regionais.

Merz afirmou que o país enfrenta “desafios extraordinariamente sérios” e questionou como proteger a segurança e a liberdade na Europa diante de ameaças internas e estrangeiras. Segundo ele, a Rússia tenta “desestabilizar a Alemanha diariamente”. Moscou rejeita acusações de que conduza uma campanha de guerra híbrida contra a Alemanha e outros países europeus.

As relações entre Berlim e Moscou se deterioraram após a invasão russa da Ucrânia, em 2022. A guerra híbrida é uma estratégia que pode combinar instrumentos militares e não militares, como ações de influência e desinformação, para pressionar ou desestabilizar um adversário.

O discurso também ocorreu após semanas de atritos na coalizão governista. Em eleições regionais no leste alemão, a Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema direita, ficou em primeiro lugar em dois Estados; em Berlim, o partido A Esquerda, de extrema esquerda, foi o mais votado. A aprovação de Merz caiu a níveis recordes, segundo a matéria, e há divergências entre os partidos conservadores aliados, a União Democrata Cristã (CDU) e a CSU.

O chanceler rejeitou novamente propostas de conservadores favoráveis a alguma forma de cooperação com a AfD. “Qualquer político que vote junto com o partido não tem lugar em nossa União”, disse. Merz também pediu ao Partido Social-Democrata (SPD) e aos Verdes que não formem uma coalizão em Berlim com A Esquerda, a qual acusou de tolerar antissemitismo entre integrantes. O partido nega que exista antissemitismo sistêmico em suas fileiras.

No congresso, os delegados aplaudiram a menção a Ilse Aigner, indicada pela CSU para suceder o presidente Frank-Walter Steinmeier, que deixará o cargo no próximo ano. A CDU ainda não declarou apoio a Aigner, e integrantes do partido não descartam apresentar outro candidato. O presidente alemão exerce funções predominantemente cerimoniais.

Merz elogiou ministros da CSU que integram o governo e o líder do partido, Markus Soeder. Também defendeu reformas rápidas nos sistemas previdenciário, tributário e de assistência social, que considera necessárias para reativar a economia e recuperar a confiança nas instituições públicas.

Para entender

CSU
A União Social Cristã é um partido conservador da Baviera. Atua em aliança parlamentar com a União Democrata Cristã (CDU), que tem presença nos demais estados alemães; os dois partidos são conhecidos conjuntamente como União.

Fontes: Valor Econômico

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