MEC estuda retomar Ciência sem Fronteiras com bolsas para medalhistas
A proposta inclui alunos do ensino médio vencedores de olimpíadas do conhecimento, além de estudantes de graduação e pós; orçamento e calendário não foram definidos.
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O Ministério da Educação estuda incluir estudantes do ensino médio que se destacarem em olimpíadas do conhecimento na nova edição do Ciência sem Fronteiras. A proposta também prevê bolsas no exterior para graduação e pós-graduação, em áreas estratégicas. Ainda não há definição sobre orçamento, número de vagas ou início das seleções.
O Ministério da Educação (MEC) estuda incluir estudantes do ensino médio vencedores de olimpíadas do conhecimento no novo Ciência sem Fronteiras, com bolsas para participar de etapas internacionais das competições. A proposta de retomada do programa também prevê oportunidades para alunos de graduação e pós-graduação, mas ainda não tem orçamento, número de vagas ou calendário definidos.
No caso do ensino médio, a ideia é contemplar estudantes que se destacarem em disputas nacionais, como as de Matemática. Eles não eram atendidos pela versão original do programa, que começou em 2011 e foi encerrada em 2017.
O novo modelo também prevê bolsas de graduação-sanduíche em engenharia, matemática aplicada, inteligência artificial e eficiência energética. Nesse formato, o estudante cursa parte da graduação no Brasil e parte em uma instituição no exterior. Para a pós-graduação, estão previstas oportunidades de mestrado, doutorado e pós-doutorado, em formato sanduíche, voltadas a pesquisas sobre defesa, soberania, minerais críticos e terras raras.
A recriação foi prometida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha. “Vou reeditar aquele programa Ciência sem Fronteiras para mandar a pessoa estudar lá fora coisas extremamente importantes para nós”, afirmou ele aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs.
Lançado pelo governo federal em 2011, o Ciência sem Fronteiras buscava ampliar a formação de estudantes e pesquisadores brasileiros no exterior e estimular parcerias internacionais. A meta inicial era conceder 101 mil bolsas até 2014. Durante o governo Dilma Rousseff, 104 mil estudantes de graduação e pós-graduação foram contemplados, segundo os dados citados sobre a iniciativa.
A administração do programa era dividida entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O governo também criou o Inglês sem Fronteiras, iniciativa complementar voltada a preparar estudantes para atender às exigências de proficiência de universidades estrangeiras.
O programa foi descontinuado em 2017, durante a gestão de Michel Temer. Na época, o governo apontou o custo elevado, a deficiência de inglês entre estudantes e a falta de diretrizes claras para selecionar beneficiários como problemas da iniciativa.
A quantidade de bolsas e os recursos necessários para a nova edição ainda estão em estudo. Também não foi definido se as seleções começarão no ano que vem. A proposta deverá concorrer por espaço no orçamento do MEC com outras iniciativas, entre elas a ampliação do Pé-de-Meia e a promessa de estender o programa a universitários de baixa renda.