Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

AMD bate recorde de receita com demanda por chips para data centers

Nos resultados da AMD em 2026, Lisa Su prevê alta de mais de 80% na receita no próximo ano e retração nas vendas ao consumidor.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fileiras de servidores em um data center, com um técnico inspecionando os equipamentos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fileiras de servidores em um data center, com um técnico inspecionando os equipamentos.
Resumo em 30 segundos

A AMD informou receita recorde de US$ 13,4 bilhões e lucro líquido de US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre fiscal de 2026. Lisa Su prevê que os data centers se tornem o principal segmento da companhia em 2027, enquanto a divisão de jogos deve enfrentar um ano de retração, em meio à escassez de chips de memória.

A AMD registrou receita recorde de US$ 13,4 bilhões no terceiro trimestre fiscal de 2026, impulsionada pela demanda por chips para data centers. A companhia divulgou os resultados na terça-feira (3), junto com lucro líquido de US$ 2,4 bilhões; a receita equivale a cerca de R$ 72 bilhões e o lucro, a R$ 13 bilhões, em conversão direta.

A presidente-executiva da AMD, Lisa Su, afirmou que os data centers devem se tornar o principal segmento da empresa em 2027, superando os processadores e as placas de vídeo destinados ao mercado de consumo. Segundo ela, a receita da companhia pode crescer mais de 80% no próximo ano.

A projeção reflete a expansão dos investimentos em inteligência artificial (IA), que exige infraestrutura computacional para treinar e executar modelos. Os data centers reúnem servidores e outros equipamentos que processam e armazenam grandes volumes de dados; os chips usados nesses sistemas se tornaram uma frente importante de negócios para fabricantes como a AMD.

Su também prevê que os data centers poderão responder por até 80% da receita da empresa nos próximos trimestres. A companhia, porém, ainda não apresentou essa proporção como resultado realizado: trata-se de uma estimativa para a evolução dos negócios.

A executiva mencionou ainda os efeitos da escassez de chips de memória sobre os preços dos sistemas e as vendas de eletrônicos de consumo. A pressão sobre esse mercado também afeta a divisão de jogos da AMD, que comercializa componentes voltados a computadores e consoles.

“Observamos uma certa desaceleração nas vendas ao consumidor final. Diante do cenário atual, estamos projetando um ano de retração para 2027”, afirmou Su. A declaração indica que a empresa espera desempenho mais fraco nesse segmento no próximo ano, apesar da perspectiva de crescimento puxada pelos data centers.

A procura por equipamentos para IA aumentou a demanda por componentes, inclusive os de memória, e pode elevar custos para fabricantes de eletrônicos. O desequilíbrio entre oferta e procura nesse setor é apontado como um fator que pode persistir até o fim da década.

Os números divulgados pela AMD são referentes ao terceiro trimestre fiscal, período contábil definido pela empresa, e não necessariamente coincidem com os meses de julho a setembro do calendário. A companhia não detalhou, no balanço citado, a distribuição exata da receita entre cada linha de produtos.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também