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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Manaus melhora qualidade do ar, mas fumaça do Pará pode chegar

A concentração de PM 2,5 caiu para 38 µg/m³ nesta quarta-feira, mas focos de calor no oeste do Pará podem levar fumaça a Manaus nos próximos dias.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Bruma de fumaça sobre a paisagem urbana de Manaus e o Rio Negro. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Bruma de fumaça sobre a paisagem urbana de Manaus e o Rio Negro.
Resumo em 30 segundos

A qualidade do ar em Manaus melhorou após a queda dos focos de calor no Amazonas, e as aulas presenciais foram retomadas. O índice de PM 2,5 chegou a 38 µg/m³ nesta quarta-feira, mas permanece elevado em cidades como Iranduba e Parintins. A fumaça de queimadas no Pará pode se deslocar para o estado.

Manaus teve melhora na qualidade do ar nesta quarta-feira (28), depois de semanas encoberta pela fumaça de queimadas, mas ainda pode receber poluição vinda do Pará. A queda dos focos de calor no Amazonas reduziu a concentração de partículas na capital e permitiu a retomada das aulas presenciais na rede municipal e na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), embora outras cidades do estado continuem com índices elevados de poluição.

Dados da RedeAr, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), indicam que a concentração de material particulado fino, conhecido como PM 2,5, chegou a superar 300 microgramas por metro cúbico (µg/m³) em Manaus. Nesta quarta, o índice caiu para 38 µg/m³ e atingiu o máximo de 63 µg/m³ pela manhã. Essas partículas, presentes na fumaça, podem penetrar no sistema respiratório e chegar à corrente sanguínea.

O número de focos de calor registrados no início de outubro era de cerca de 1.200 e agora está em 250, segundo o BD Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A redução ocorreu após o governo federal enviar uma comitiva ao município, com aeronaves e brigadistas. As aulas municipais voltaram ao formato presencial na terça-feira (27), após duas semanas; a UEA reabriu depois de uma semana de suspensão das atividades.

“ ainda não está totalmente estabilizado, mas já não é um quadro crítico em relação às queimadas na região de Manaus”, afirmou o pesquisador Filipe Arruda, do Ipam. Ele atribuiu a melhora à diminuição dos focos, que haviam atingido o pico no começo do mês.

A situação é diferente em outras partes do Amazonas. Na manhã desta quarta, Iranduba registrou 122 µg/m³ de PM 2,5, enquanto Parintins, a cerca de 370 quilômetros de Manaus, chegou a 150 µg/m³, nível considerado péssimo pela RedeAr.

A fumaça também pode se deslocar de outras áreas. A pesquisadora Samantha Lacerda, mestre em clima e ambiente pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), disse que os focos aumentaram em regiões da Amazônia, especialmente no oeste do Pará. Imagens de satélite e simulações de deslocamento atmosférico indicam que a fumaça dessa área pode estar chegando ao Amazonas.

O Pará concentrou 937 dos 1.645 focos de calor registrados no Brasil entre domingo (25) e segunda-feira (26), mais da metade do total nacional. O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União), afirmou que as queimadas paraenses podem levar mais fumaça ao estado nos próximos dias. Arruda avaliou que os ventos favorecem esse transporte em direção a Manaus, onde correntes de diferentes regiões estão convergindo.

A pesquisadora Sonaira Silva, doutora em ciências de florestas tropicais e integrante da Academia Brasileira de Ciências, relacionou a intensificação do fogo ao El Niño em curso e ao período seco da região. A queda dos focos no Amazonas, portanto, não significa que a qualidade do ar esteja normalizada: a fumaça pode persistir e os índices variam entre municípios.

Para entender

PM 2,5
É uma medida de partículas finas suspensas no ar, com diâmetro de até 2,5 micrômetros. Por serem pequenas, podem penetrar profundamente no sistema respiratório; a exposição também pode afetar outras partes do organismo.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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