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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Fumaça de queimadas no Amazonas encobre Porto Velho e piora o ar

Às 15h, a qualidade do ar em Porto Velho chegou a 107 pontos no índice US AQI; partículas finas atingiram 38 microgramas por metro cúbico.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fumaça encobre o horizonte sobre o Rio Madeira, em Porto Velho. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fumaça encobre o horizonte sobre o Rio Madeira, em Porto Velho.
Resumo em 30 segundos

A fumaça de queimadas no Amazonas chegou a Porto Velho nesta terça-feira, encobrindo o horizonte do Rio Madeira e piorando a qualidade do ar. A prefeitura atribui o transporte da poluição aos ventos. O estado registrou 1.380 focos de incêndio nos primeiros dez dias de outubro, quase quatro vezes o total do mesmo período de 2025.

A fumaça de queimadas no Amazonas encobriu Porto Velho nesta terça-feira (13), reduzindo a visibilidade do horizonte do Rio Madeira e piorando a qualidade do ar na capital de Rondônia. A prefeitura atribuiu a chegada da poluição ao transporte de fumaça pelos ventos, confirmado, segundo o município, por informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Às 15h, Porto Velho registrava 107 pontos no índice US AQI, usado nos Estados Unidos para medir a qualidade do ar, de acordo com a IQAir, empresa que monitora a poluição atmosférica. Manaus marcava 103 pontos. Na escala, valores de 100 a 150 indicam condição considerada insalubre para grupos sensíveis, como crianças, idosos e gestantes.

A concentração de partículas finas PM2.5 em Porto Velho era de 38 microgramas por metro cúbico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a média em 24 horas não ultrapasse 15 microgramas por metro cúbico. A prefeitura afirmou que a estiagem e a baixa umidade agravam o cenário.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente orientou os moradores a beber água, umidificar os ambientes e reforçar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Partículas finas podem penetrar profundamente nos pulmões, por isso a exposição à fumaça exige atenção especial de pessoas mais vulneráveis.

Os incêndios no Amazonas se concentram desde setembro no interior do estado e em áreas ao sul de Manaus e da região metropolitana, incluindo Careiro, Careiro da Várzea e Autazes. Dados do Painel do Fogo, ligado ao Ministério da Defesa, contabilizaram 1.380 focos nos primeiros dez dias de outubro, quase quatro vezes o total do mesmo período do ano passado.

O Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estimou que 122.794 hectares foram queimados no Amazonas nos primeiros nove dias de outubro. A área corresponde a 97,3% acima da média histórica para o mês inteiro.

Em Porto Velho, por outro lado, os registros de focos de queimadas caíram 32,8% entre janeiro e o período correspondente do ano passado. O Inpe contabilizou 680 focos em 2026, ante 1.013 em 2025. A prefeitura informou que mantém ações de prevenção e combate, com fiscalização, vistorias, conscientização ambiental e contratação de uma organização especializada.

A estiagem na Região Norte, associada ao El Niño e às altas temperaturas, resseca a vegetação e facilita a propagação do fogo. A redução da umidade também dificulta a dispersão da poluição, e não havia previsão de normalização imediata das condições climáticas na região.

Para entender

PM2.5
Partículas finas suspensas no ar, com diâmetro de até 2,5 micrômetros. Por serem muito pequenas, podem penetrar profundamente no sistema respiratório; a exposição é especialmente preocupante para pessoas vulneráveis.
US AQI
Índice usado nos Estados Unidos para comunicar a qualidade do ar. Ele reúne medições de poluentes em uma escala na qual números maiores indicam pior condição; entre 100 e 150, a classificação aponta risco para grupos sensíveis.

Fontes: O Globo

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