Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Mais de cem países reconhecem vitória de Lula; Trump critica pleito

O painel usado pelo Itamaraty contabilizou ao menos 107 países e 11 organizações ou blocos, enquanto Estados Unidos e Argentina ainda não haviam reconhecido o resultado.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna eleitoral brasileira diante de bandeiras de vários países. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna eleitoral brasileira diante de bandeiras de vários países.
Resumo em 30 segundos

Ao menos 107 países e 11 organizações ou blocos felicitaram Lula pela vitória na eleição presidencial. Entre os integrantes do G20, Estados Unidos e Argentina ainda não haviam feito manifestações expressas. Donald Trump criticou o pleito, enquanto o presidente argentino Javier Milei permanecia em silêncio. A Indonésia também parabenizou Lula, embora ainda não constasse no painel consultado.

Mais de cem países e 11 organizações ou blocos felicitaram Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória na eleição presidencial realizada no domingo. Entre os integrantes do G20, apenas Estados Unidos e Argentina não haviam feito manifestações expressas de reconhecimento até a noite de quinta-feira; o presidente americano, Donald Trump, criticou o pleito e o chamou de “uma vergonha”.

O levantamento sobre as manifestações foi reunido em um painel elaborado por um diplomata cedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e usado pelo Itamaraty como referência. Ao menos 107 países haviam parabenizado Lula. A Indonésia ainda não aparecia no sistema até a noite de quinta, embora seu presidente, Prabowo Subianto, tenha cumprimentado o petista nas redes sociais.

Entre as organizações e os blocos que felicitaram Lula estão a União Europeia, a União Africana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as Nações Unidas (ONU). Na América do Sul, todos os países vizinhos, com exceção da Argentina, reconheceram a vitória. Canadá, México, Reino Unido, França, Espanha, China, Índia, Rússia e Austrália também enviaram mensagens.

Trump afirmou que acompanhou a eleição, mas não tomou partido, e disse que Lula havia pedido que ele não interferisse na disputa. Ao ser perguntado sobre o resultado, declarou que ainda falaria com o presidente brasileiro, mas chamou o pleito de “uma vergonha” e afirmou que a reação do mercado demonstrava o que havia ocorrido. Antes, já havia descrito a eleição como “muito estranha” e sugerido, sem apresentar provas, que poderia ter sido fraudada.

A Argentina também não se manifestou oficialmente sobre a vitória. O presidente Javier Milei permaneceu em silêncio, enquanto o ex-presidente argentino Mauricio Macri parabenizou Lula. Em resposta a Macri no X, antigo Twitter, o presidente brasileiro disse desejar uma região unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade e recordou o período em que divergências entre os países eram tratadas “de maneira civilizada e republicana”.

O resultado eleitoral ocorre em meio a atritos diplomáticos entre o Brasil e os governos de Milei e Trump. No início da campanha, o presidente argentino declarou apoio ao adversário de Lula e fez críticas ao petista e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O Brasil rebaixou o nível das relações bilaterais e retirou seu embaixador de Buenos Aires. Trump, por sua vez, impôs tarifas a produtos brasileiros às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e adotou medidas contra interesses do governo brasileiro, incluindo a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

As relações com Washington também foram afetadas pela revogação do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio à demora do Brasil em aceitar o nome indicado por Trump para representar os Estados Unidos em Brasília. Em maio, Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente americano na Casa Branca.

A ausência de manifestações de Trump e Milei ganhou destaque também após a saída de Flávio do Brasil. O senador deixou o país na quarta-feira, cruzando a fronteira com a Argentina e seguindo de avião para a Flórida, depois que o Supremo Tribunal Federal determinou que entregasse o passaporte. A Polícia Federal suspeita que o governo argentino possa ter auxiliado a viagem; o jornal americano The New York Times afirmou que Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca, providenciou o jato. O governo dos Estados Unidos concedeu visto humanitário ao senador.

Para entender

G20
Fórum de cooperação internacional que reúne 19 países, a União Europeia e a União Africana. Seus integrantes discutem temas econômicos e outros desafios globais. A composição inclui algumas das maiores economias do mundo.

Fontes: O Globo, Gazeta do Povo, Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também