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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Kremlin mantém ataques russos apesar de negociações previstas para novembro

Dmitri Peskov diz que conversas com Ucrânia e Estados Unidos não limitam as operações, mas admite tréguas locais por razões humanitárias.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Sala de negociações vazia diante de uma paisagem urbana de inverno. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Sala de negociações vazia diante de uma paisagem urbana de inverno.
Resumo em 30 segundos

A Rússia afirma que continuará os ataques contra alvos ligados à indústria militar ucraniana mesmo com negociações trilaterais previstas para novembro. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que Moscou aceita discutir cessar-fogos locais por motivos humanitários. Uma pausa deve começar em Oleshki, cidade ucraniana ocupada por forças russas.

O Kremlin afirmou nesta segunda-feira (26) que as negociações previstas entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos não interromperão as operações militares. As partes devem se reunir em novembro, com mediação americana, para buscar uma saída para a guerra, mas Moscou disse que continuará os ataques em grande escala contra alvos ligados à indústria militar ucraniana.

O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, declarou que a retomada das conversas trilaterais não impõe limites às ações de combate. Ele afirmou, porém, que a Rússia aceita discutir tréguas locais por razões humanitárias.

Uma dessas pausas deve começar na terça-feira em Oleshki, cidade no sul da Ucrânia ocupada por forças russas. A trégua foi anunciada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Moradores relatam falta de alimentos, água e medicamentos na localidade.

Peskov disse que Moscou está aberta a outros cessar-fogos localizados quando houver justificativa humanitária. Esse tipo de acordo pode suspender temporariamente os combates em uma área específica, sem representar o fim da guerra nem uma interrupção geral das operações militares.

A declaração ocorre enquanto os ataques russos com drones e mísseis se intensificaram nas últimas semanas, inclusive contra instalações de energia perto de grandes cidades ucranianas. Kiev afirma que a campanha busca deixar a população sem aquecimento e eletricidade durante o inverno no hemisfério norte.

Ataques realizados no inverno passado deixaram milhões de pessoas sem energia elétrica e aquecimento, em meio a temperaturas de até 20 graus Celsius negativos. A infraestrutura energética é essencial para manter serviços e aquecer residências, e seus danos podem afetar a vida cotidiana de civis durante os meses frios.

As negociações entre os dois países estão paralisadas desde o começo do ano, e rodadas anteriores não produziram avanços para um acordo. A Rússia exige novos territórios no leste ucraniano, além de amplas restrições militares e políticas para Kiev.

A Ucrânia e seus aliados europeus consideram essas exigências equivalentes a uma capitulação e dizem que elas deixariam o país vulnerável a um novo ataque russo. A reunião prevista para novembro deverá ocorrer em meio a essa divergência, sem que a retomada do diálogo tenha, até agora, alterado a posição pública de Moscou sobre a continuidade dos combates.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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