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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Justiça rejeita denúncia contra presidente do Corinthians por caso Bear Security

A juíza considerou insuficientes os indícios de apropriação indébita e afirmou que a contratação da empresa seguiu procedimentos internos do clube.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pasta de contrato e equipamento de segurança em um escritório com estádio ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pasta de contrato e equipamento de segurança em um escritório com estádio ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A Justiça de São Paulo rejeitou a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians, por suspeita de apropriação indébita na contratação da Bear Security. A juíza avaliou que a contratação era conhecida pelo clube, seguiu procedimentos internos e teve serviços prestados. A empresa recebeu R$ 586.987,65 do Corinthians.

A Justiça de São Paulo rejeitou nesta quinta-feira, 29, a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians, por suspeita de apropriação indébita na contratação da empresa de segurança Bear Security. A decisão foi tomada pela 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que considerou insuficientes os indícios apresentados para sustentar a acusação.

A juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti avaliou que os documentos do processo indicam que a contratação seguiu os procedimentos internos do clube, era conhecida pela entidade e teve os serviços prestados. Para a magistrada, não há elementos suficientes para afirmar que Stábile incorporou patrimônio do Corinthians ou usou recursos da instituição de forma clandestina.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu a investigação no começo de agosto. A apuração tratava do uso de dinheiro do clube para contratar a Bear Security, que faria a segurança privada do presidente. A denúncia rejeitada pela Justiça apontava suspeita de apropriação indébita; segundo a Promotoria, a situação também poderia configurar estelionato e violar o estatuto corintiano.

Quando o caso veio a público, em junho, o Corinthians afirmou que Stábile pediu a contratação por confiar nos profissionais e que o contrato passou pelo sistema de compliance. Esse sistema reúne procedimentos internos voltados a verificar se decisões e operações seguem regras e controles da instituição.

Na ocasião, o promotor Cássio Roberto Conserino comparou a situação ao uso de cartões corporativos do clube, caso que já havia sido judicializado. Ele afirmou que o presidente estaria obtendo benefício direto com o pagamento das despesas da empresa pelo Corinthians.

A Bear Security foi fundada em janeiro de 2025 e, conforme os registros citados na investigação, prestou serviços apenas ao clube, por R$ 586.987,65. A empresa fica no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro. Dois profissionais ligados à companhia foram policiais militares e já haviam trabalhado para Stábile e familiares antes de sua posse.

Em outubro de 2024, os dois viajaram ao Nordeste com Stábile, que na época era vice-presidente de Augusto Melo, para um casamento. A Promotoria também havia solicitado esclarecimentos ao Corinthians e a seus conselhos sobre o percurso dos pagamentos e a legitimidade da contratação.

Para entender

Apropriação indébita
Crime previsto no Código Penal que ocorre quando alguém se apropria de um bem ou valor móvel que recebeu legitimamente, passando a agir como se fosse seu. A rejeição da denúncia significa que a acusação não foi aceita para dar início à ação penal; não equivale a uma condenação.

Fontes: Estadão

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