Corinthians prevê pagar salários atrasados, mas não define prazo
Após perder por 3 a 2 para o Vasco, o clube está na zona de rebaixamento do Brasileirão e busca recursos para quitar parte dos salários pendentes.
Resumo em 30 segundos
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, afirmou que o clube prevê pagar parte dos salários atrasados, incluindo direitos de imagem e valores pela CLT, mas não informou quando. Após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, o time entrou na zona de rebaixamento e soma dez partidas sem vencer no Brasileiro.
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, afirmou neste sábado (24) que o clube trabalha para pagar parte dos salários atrasados, após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário. Ele não confirmou uma data para quitar as pendências e negou problemas de relacionamento com os jogadores.
Stabile disse que o atraso envolve direitos de imagem e pagamentos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e não um transfer ban — punição que impede um clube de registrar jogadores. Segundo ele, o Corinthians busca novas fontes de recursos após a interrupção de contratos com empresas de apostas esportivas.
“Temos previsão, sim, para esta semana, final de semana, semana seguinte. Devemos pagar algum direito de imagem e algum CLT”, afirmou. O dirigente não especificou quais valores serão pagos nem quando as pendências restantes serão quitadas.
O zagueiro Gabriel Paulista havia se manifestado sobre os atrasos duas semanas antes. Questionado sobre a relação entre elenco e diretoria, Stabile disse que mantém contato frequente com os atletas e com as lideranças do grupo. Ele afirmou, porém, que jogadores podem ter problemas com outros integrantes da direção.
A derrota para o Vasco deixou o Corinthians na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A equipe não vence há dez partidas na competição, que tem seis rodadas restantes. O resultado foi definido por Marino Hinestroza, que marcou dois gols no fim do jogo e garantiu a vitória vascaína por 3 a 2.
Stabile pediu união entre elenco e diretoria e disse que a situação ainda pode ser revertida. “Nada acabou. Temos que batalhar”, declarou. “Vou continuar trabalhando e nada acabou. Vamos virar essa situação.”
A crise também atingiu a estrutura do departamento de futebol. O executivo Marcelo Paz deixou o cargo no início desta semana. Stabile afirmou que o dirigente ficou incomodado após o vazamento dos números de telefone dele e de familiares, que passaram a receber mensagens de torcedores. Segundo o presidente, Paz o procurou para conversar, e Stabile avaliou que ele não poderia permanecer “da forma que estava”.