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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Fernando Sastre enfrenta júri por morte em acidente com Porsche

A sessão começa às 10h, na Barra Funda; o Ministério Público pede mais de 20 anos de prisão pela morte de Ornaldo da Silva Viana.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carro esportivo azul e sedã danificado em uma avenida, com barreiras ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carro esportivo azul e sedã danificado em uma avenida, com barreiras ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Fernando Sastre de Andrade Filho será julgado nesta quarta-feira pelo acidente de 2024 na Avenida Salim Farah Maluf, em que morreu o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. A acusação pede mais de 20 anos de prisão. Os jurados ouvirão testemunhas antes de decidir o caso.

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho será julgado nesta quarta-feira, 28 de outubro, pelo acidente ocorrido na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo, em que morreu o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. O júri popular está previsto para começar às 10h no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital. O Ministério Público pede uma pena superior a 20 anos de prisão por homicídio doloso — quando há intenção de matar ou o agente assume o risco de causar a morte.

A colisão aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024. Segundo a investigação, Sastre dirigia um Porsche azul em alta velocidade quando atingiu a traseira do Renault Sandero conduzido por Viana. O motorista foi socorrido, mas morreu em consequência de traumatismo cranioencefálico.

Imagens de câmeras de monitoramento foram usadas pela Polícia Técnico-Científica para estimar que o Porsche trafegava a 156 km/h em uma via cujo limite era de 50 km/h. As investigações também apontaram que Sastre havia consumido bebida alcoólica antes da batida. Ele está preso e responde ao processo na 5ª Vara do Júri da capital.

O passageiro do Porsche, Marcus Vinicius Rocha, então com 22 anos, sofreu ferimentos graves e passou por cirurgia para a retirada do baço. Pelo menos 14 testemunhas devem ser ouvidas antes de os jurados decidirem o caso.

A atuação dos policiais militares que atenderam à ocorrência também é questionada pelo Ministério Público. A promotoria afirma que eles não seguiram procedimentos da corporação, como acionar corretamente as câmeras corporais, preservar o local e oferecer o teste do bafômetro ao motorista. Também sustenta que os agentes o liberaram após a mãe dele chegar ao local e sugerir que o levasse a um hospital.

Segundo a acusação, Sastre não foi ao hospital, voltou para casa e só se apresentou à delegacia 36 horas depois. Para o Ministério Público, a conduta policial prejudicou a investigação e causou prejuízo à administração militar. A promotoria também aponta que o motorista não prestou socorro à vítima nem fez o teste do bafômetro.

Na ocasião, Sastre disse aos policiais que voltava de uma festa com Rocha e que os dois pretendiam ir à sua casa jogar sinuca. “E do nada aconteceu um acidente horrível”, afirmou. Ele também declarou: “Não me lembro mais de nada.”

Fontes: Estadão

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