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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Justiça dos EUA tenta impedir certificação da eleição no Alasca

A ação mira a disputa de 3 de novembro entre Dan Sullivan e Mary Peltola e aponta risco de confusão porque um candidato independente tem o mesmo nome do senador.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Local de votação no Alasca preparado para uma eleição, com cabine e urna ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Local de votação no Alasca preparado para uma eleição, com cabine e urna ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação para impedir que autoridades do Alasca certifiquem o resultado da eleição para o Senado caso Dan Sullivan perca. A pasta afirma que a candidatura de outro homem chamado Dan Sullivan pode confundir eleitores. Mary Peltola e o comitê democrata tentam barrar a iniciativa.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação para impedir que autoridades do Alasca certifiquem o resultado da eleição para o Senado caso o republicano Dan Sullivan perca a disputa de 3 de novembro. O governo alega que a candidatura de outro homem com o mesmo nome, o independente Daniel J. Sullivan, pode confundir eleitores. O senador concorre à reeleição contra a democrata Mary Peltola e outros candidatos.

Dan S. Sullivan busca um terceiro mandato. Ele ocupa a cadeira desde 2014 e disputa uma das corridas senatoriais consideradas mais competitivas pelos democratas. O resultado pode influenciar o controle do Senado, que será renovado nas eleições de meio de mandato, realizadas nos Estados Unidos no meio do mandato presidencial.

O candidato independente é um professor aposentado. Ele e a campanha de Peltola negam que sua candidatura tenha sido organizada para tirar votos do senador. A ação do Departamento de Justiça sustenta que a coincidência de nomes é deliberada. O presidente Donald Trump disse ter orientado pessoalmente a pasta a processar as autoridades estaduais e afirmou: “Mary Peltola deve sofrer as consequências legais e políticas pelo que fez”.

Peltola e o comitê democrata responsável pelas campanhas ao Senado pediram à Justiça que bloqueie a iniciativa de Trump. A Divisão Eleitoral do Alasca havia retirado Dan J. Sullivan da cédula das primárias, mas a Suprema Corte estadual determinou que ele fosse reincluído. A disputa judicial ocorre enquanto os candidatos fazem campanha para a votação de novembro.

O sistema eleitoral do Alasca difere do modelo usado na maioria dos estados. As primárias são abertas a todos os eleitores, sem uma votação separada para cada partido, e os quatro candidatos mais votados avançam à eleição geral. Além dos dois Sullivans e de Peltola, o republicano Gerald Heikes está na disputa. No sistema de votação por ordem de preferência, o eleitor pode classificar os candidatos; se ninguém alcançar o critério necessário na contagem inicial, os menos votados são eliminados e as preferências seguintes são consideradas.

A controvérsia ganhou força após relatos de que democratas teriam procurado outro Dan Sullivan para concorrer. Trump usou a disputa para criticar o sistema eleitoral do estado, que chamou de propício a “fraudes descaradas”. Ele venceu no Alasca nas três eleições presidenciais em que concorreu. A senadora republicana Lisa Murkowski, que não disputa a reeleição neste pleito, também criticou o processo do Departamento de Justiça.

Peltola, que foi deputada entre 2022 e 2025, classificou a ação como “pura corrupção” e disse que a disputa judicial desvia a atenção do custo de vida, tema que, segundo ela, preocupa os moradores. O preço dos alimentos é pressionado pela necessidade de importar muitos produtos, enquanto combustível e aquecimento também pesam no orçamento de comunidades do estado. O diesel custa perto de US$ 7 por galão, segundo a diretora estadual da Associação Americana de Pessoas Aposentadas no Alasca, Teresa Holt.

Para entender

Voto por ordem de preferência
Nesse sistema, o eleitor pode classificar os candidatos em ordem de preferência. Se nenhum atingir o critério necessário na contagem inicial, os candidatos com menos votos são eliminados e as preferências seguintes dos eleitores são consideradas.

Fontes: Valor Econômico

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