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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Guerra dos EUA contra o Irã custa US$ 47,1 bilhões

A estimativa do Comando Central considera gastos até 16 de outubro e não inclui os danos causados por ataques iranianos a bases americanas no Oriente Médio.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Militares movimentam caixas de munição em uma área logística ao entardecer. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Militares movimentam caixas de munição em uma área logística ao entardecer.
Resumo em 30 segundos

A guerra dos Estados Unidos contra o Irã custou US$ 47,1 bilhões até 16 de outubro, segundo estimativa do Comando Central enviada ao Congresso. A maior parte do valor foi usada para repor munições. O cálculo não inclui danos a bases americanas, e o conflito já deixou 21 militares dos EUA mortos e 865 feridos.

A guerra dos Estados Unidos contra o Irã custou US$ 47,1 bilhões até 16 de outubro, segundo uma estimativa do Comando Central dos EUA (Centcom) enviada ao Congresso. O conflito, iniciado no fim de fevereiro com ataques americanos e israelenses, completa oito meses nesta quarta-feira, 28 de outubro, sem perspectiva clara de encerramento.

O valor representa um aumento de US$ 3,5 bilhões desde o início de setembro. A maior parte foi destinada à reposição de munições, que consumiu cerca de US$ 29 bilhões. Entre os itens mais usados estão interceptadores dos sistemas Patriot e THAAD, empregados para derrubar mísseis.

As despesas operacionais somaram US$ 11,9 bilhões, enquanto aproximadamente US$ 6 bilhões correspondem a equipamentos perdidos. A Força Aérea gastou US$ 7,6 bilhões e o Exército, mais de US$ 2 bilhões. Os custos atribuídos à Marinha ficaram em US$ 1,45 bilhão, ante US$ 2,2 bilhões no começo de setembro; o Pentágono não explicou a redução.

A estimativa não contabiliza os danos causados por ataques iranianos a bases dos EUA no Oriente Médio. Um relatório divulgado em setembro pela Inspetoria-Geral do Pentágono apontou que centenas de edifícios e outras estruturas foram danificados ou destruídos em instalações no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia.

Desde o início da guerra, 21 militares americanos morreram e 865 ficaram feridos, de acordo com o Pentágono. Dezoito mortes ocorreram em ataques iranianos, acidentes com aeronaves de combate ou operações para desativar drones. Os outros casos envolveram emergências médicas e circunstâncias sem relação direta com os combates.

Os gastos e o impacto do conflito sobre os preços da energia ganharam espaço na campanha para as eleições legislativas de 3 de novembro. Na votação, os americanos decidirão quem controlará a Câmara dos Deputados e o Senado nos dois últimos anos do mandato de Donald Trump. Uma pesquisa da AP-NORC indicou que a maioria da população quer que o Congresso priorize o fim da guerra.

Trump mantém aberta a possibilidade de retomar os ataques depois da eleição. O presidente, que inicialmente prometeu uma campanha de poucas semanas, envia um terceiro porta-aviões e milhares de militares adicionais à região e alterna entre sinalizar negociações com Teerã e ameaçar intensificar a ofensiva.

Ao mesmo tempo, o governo busca aprovação para um orçamento militar de US$ 1,5 trilhão e um pacote adicional de US$ 95 bilhões, destinado à guerra e a outras prioridades. Os democratas resistem às propostas e tentaram, sem sucesso, aprovar no Congresso medidas para encerrar o conflito.

Para entender

Patriot e THAAD
São sistemas de defesa aérea dos Estados Unidos que usam interceptadores para atingir mísseis em voo. O Patriot é empregado contra diferentes ameaças aéreas; o THAAD foi desenvolvido para interceptar mísseis balísticos, inclusive em altitudes elevadas.

Fontes: Valor Econômico

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