Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Justiça do Ceará arquiva investigação contra namorado de Isabelle

A decisão encerra a apuração de feminicídio e indução ao suicídio; João Munhoz Neto ainda responde por violência psicológica e fraude processual.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fachada de um prédio da Justiça em Fortaleza, com pessoas ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fachada de um prédio da Justiça em Fortaleza, com pessoas ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A Justiça do Ceará arquivou a investigação contra João Munhoz Neto por suspeita de feminicídio e indução ao suicídio de Isabelle Caracristi, morta após cair de um prédio em Fortaleza. Ele segue respondendo por violência psicológica contra a mulher e fraude processual, sob medidas cautelares.

A Justiça do Ceará arquivou a investigação contra João Munhoz Neto por suspeita de feminicídio e indução ao suicídio de Isabelle Caracristi, de 22 anos, que morreu após cair do 23º andar de um prédio em Fortaleza. A decisão foi tomada na terça-feira, 20, pela 5ª Vara do Júri da capital cearense e encerra a apuração desses dois crimes contra o namorado da jovem, de 34 anos.

O processo seguirá nos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza em relação às acusações de violência psicológica contra a mulher e fraude processual. João foi indiciado pela Polícia Civil por esses crimes e permanece em liberdade, sujeito a medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Isabelle morreu em 13 de setembro, após a queda no bairro Aldeota. A investigação analisou imagens de câmeras do edifício, laudos periciais, depoimentos e mensagens trocadas pelo casal para esclarecer as circunstâncias da morte e a relação entre os dois.

A apuração não atribuiu responsabilidade criminal a João pela morte. Informações divulgadas durante a investigação apontaram que imagens mostraram Isabelle sozinha em determinado momento antes da queda e que a perícia considerou a queda voluntária, sem sinais de agressão física ou luta corporal. A polícia também examinou a hipótese de violência psicológica e de indução ao suicídio, mas não indiciou João por esses delitos.

Mensagens encontradas no celular de João e relatos colhidos na investigação foram considerados na apuração da dinâmica do relacionamento. Parte das conversas indicaria comportamentos de controle e pressão psicológica. Também foram analisadas cobranças e referências a empréstimos entre o casal.

A conduta de João depois da morte foi examinada no contexto da suspeita de fraude processual. A síndica do prédio relatou que ele pediu que procurassem o celular de Isabelle nas lixeiras do condomínio e impediu a entrada de familiares dela no apartamento. A investigação também considerou informações sobre a limpeza do imóvel, a retirada de objetos e a intenção de colocá-lo à venda.

João foi preso em 22 de setembro e deixou a prisão em 1º de outubro, quando passou a responder em liberdade com medidas cautelares. Com o arquivamento determinado pela Justiça, a investigação de feminicídio e indução ao suicídio foi encerrada; as acusações restantes continuam em tramitação nos juizados especializados em violência doméstica.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também