Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Justiça colombiana exige prestação de contas sobre doações do terremoto

A fundação Luz y Sonrisas deverá publicar em 48 horas como recebeu, administrou e distribuiu os recursos destinados às vítimas do sismo de agosto.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caixas de ajuda humanitária diante de casas danificadas por um terremoto na Colômbia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caixas de ajuda humanitária diante de casas danificadas por um terremoto na Colômbia.
Resumo em 30 segundos

A Justiça da Colômbia determinou que a fundação Luz y Sonrisas, ligada à primeira-dama Ana Lucía Pineda, detalhe em até 48 horas as doações para vítimas do terremoto de 10 de agosto. A organização informou ter recebido mais de US$ 17 milhões. O relatório divulgado aponta ajuda a 48 mil pessoas, mas não especifica os itens entregues.

A Justiça da Colômbia determinou que a fundação da primeira-dama Ana Lucía Pineda publique, em até 48 horas, um relatório detalhado sobre as doações recebidas para ajudar as vítimas do terremoto de 10 de agosto. O sismo, de magnitude 7,4, deixou mais de 330 mortos e destruiu mais de 30 mil moradias no país.

A decisão exige que a organização Luz y Sonrisas explique, de forma clara e coerente, como os recursos foram recebidos, administrados e distribuídos. A fundação foi criada após a eleição do presidente Abelardo de la Espriella, marido de Pineda, e informou em outubro que havia recebido mais de US$ 17 milhões, o equivalente a cerca de R$ 93,5 milhões.

A ordem judicial foi concedida após um recurso apresentado pelo senador Alejandro Ocampo, da oposição de esquerda. Ele afirmou que o detalhamento permitirá saber o destino do dinheiro. “Agora vamos saber onde está o dinheiro”, disse em um vídeo publicado na rede social X.

Ocampo também defendeu que as doações sejam submetidas ao escrutínio público porque foram arrecadadas por uma fundação privada a pedido do governo. A oposição e veículos de imprensa locais questionam a diferença entre o valor informado pela fundação e as contribuições anunciadas pelo presidente nas redes sociais, que somariam mais de US$ 200 milhões, cerca de R$ 1,1 bilhão.

O relatório divulgado por Pineda afirma que 48 mil pessoas receberam ajuda humanitária, mas não especifica quais itens ou serviços foram entregues. Também não detalha a aplicação dos recursos nas regiões atingidas, onde casas, escolas e hospitais foram destruídos. Os danos no oeste do país são estimados em cerca de US$ 9,5 bilhões, aproximadamente R$ 52,2 bilhões.

Em entrevista à Telecaribe, Pineda disse que o dinheiro ainda não foi gasto porque a ajuda humanitária foi suficiente. Segundo ela, os recursos serão usados em uma segunda etapa, voltada à reconstrução. A primeira-dama inaugurou cercas em um município do departamento de Caldas em 31 de outubro, mas não entregou casas nem auxílios, o que gerou críticas.

A decisão judicial ocorre quase três meses depois do terremoto, enquanto há questionamentos sobre a chegada da assistência às áreas mais afetadas. O relatório exigido deverá esclarecer o volume de recursos que a fundação recebeu e o uso dado às doações destinadas às vítimas.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também