Ataque em Algeciras mata policial e deixa seis pessoas feridas
A explosão de uma motocicleta com explosivos ocorreu em um comércio de Huila, durante atividades de vigilância; as autoridades não apontaram responsáveis.
Resumo em 30 segundos
Um ataque com explosivos matou o policial Julián Castaño e feriu outras seis pessoas em Algeciras, no departamento colombiano de Huila. O artefato estava em uma motocicleta e explodiu em um estabelecimento comercial. As autoridades não atribuíram o atentado a nenhum grupo armado. A região enfrenta uma sequência de ataques recentes.
Um ataque com explosivos matou o policial Julián Castaño e deixou outras seis pessoas feridas perto da meia-noite de sábado, na região de Algeciras, no departamento de Huila, no sudoeste da Colômbia. A explosão ocorreu em um estabelecimento comercial enquanto agentes realizavam atividades de vigilância e controle, informou o Ministério da Defesa neste domingo, 1º de novembro.
O artefato estava em uma motocicleta adaptada com explosivos. Entre os feridos estão quatro civis e dois policiais. Castaño tinha 20 anos de serviço na instituição, segundo o presidente Abelardo de la Espriella, que condenou o ataque e desejou recuperação aos feridos.
“Vamos perseguir os assassinos até encontrá-los e colocá-los à disposição da Justiça”, afirmou De la Espriella em uma publicação na rede social X. Até o momento, as autoridades não atribuíram a ação a nenhum grupo armado ilegal.
O ataque ocorre em meio a uma sequência de atentados com explosivos em diferentes regiões colombianas. Na madrugada de sábado, uma explosão danificou a praça de pedágio El Bordo, no departamento de Cauca, também no sudoeste do país. Não houve vítimas nesse episódio, que o Exército atribuiu a uma dissidência das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Uma semana antes, outro ataque, com explosivos lançados por um drone, matou um fuzileiro naval e feriu sete pessoas em um posto de controle no rio Guapi, em Cauca. As duas ocorrências anteriores também atingiram áreas do sudoeste colombiano, mas não há indicação de que o ataque em Algeciras tenha sido cometido pelos mesmos responsáveis.
Em outra frente de tensão, Cúcuta, cidade na fronteira com a Venezuela, permanece militarizada desde quinta-feira. As forças de segurança tentam retomar o controle do território após o assassinato do ex-secretário de Governo. Na região de fronteira atuam grupos como a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) e facções dissidentes das Farc.
Para entender
- Dissidências das Farc
- São grupos armados que se separaram das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ou rejeitaram o acordo de paz firmado pela organização. A expressão abrange facções distintas, que não necessariamente atuam em conjunto.