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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

EUA revogam vistos de mais de 60 autoridades da Colômbia e Bolívia

Entre os atingidos estão Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da Ecopetrol, e autoridades bolivianas; Washington cita suspeitas de narcotráfico ou corrupção.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Passaportes e documentos de viagem sobre uma mesa, com prédios governamentais ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Passaportes e documentos de viagem sobre uma mesa, com prédios governamentais ao fundo.
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Os Estados Unidos revogaram vistos de mais de 60 autoridades, servidores públicos e personalidades da Colômbia e da Bolívia. Na lista colombiana estão Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da Ecopetrol, e o prefeito Yahir Acuña. A medida também atingiu 40 pessoas na Bolívia, incluindo magistrados e legisladores.

Os Estados Unidos revogaram nesta quinta-feira os vistos de mais de 60 autoridades, servidores públicos e personalidades da Colômbia e da Bolívia, sob suspeita de ligação com narcotráfico ou corrupção. Na Colômbia, um dos 21 atingidos é Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da estatal petrolífera Ecopetrol e ex-coordenador da campanha de Gustavo Petro à Presidência, em 2022.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em comunicado que o Departamento de Estado está ampliando a atuação contra corrupção e tráfico de drogas na região. Segundo ele, os integrantes do Escudo das Américas concordaram em intensificar a cooperação. A aliança, promovida pelo presidente Donald Trump, reúne países da região em uma iniciativa voltada ao combate ao crime organizado.

Além de Roa Barragán, a lista colombiana inclui Yahir Acuña, prefeito de Sincelejo, no departamento caribenho de Sucre. Também foi atingido Wadith Manzur, senador eleito que não assumiu o mandato após a Justiça determinar sua prisão, em março. A revogação dos vistos impede os afetados de entrar nos Estados Unidos ou transitar pelo país.

Na Bolívia, 40 pessoas perderam o direito de viajar ou fazer escala nos Estados Unidos. Entre elas estão os magistrados Julio Alba Flores e Aldo Quezada, ambos de Santa Cruz, além de legisladores e do ex-procurador-geral Juan Lanchipa Ponce. Também constam Julio César Porras Velarde, promotor que coordena a Unidade de Substâncias Controladas de Santa Cruz, e Rony Suárez Milliet, investigado em apurações internacionais sobre o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset.

No fim de setembro, Washington já havia revogado vistos de cerca de 20 autoridades bolivianas, incluindo o procurador-geral Roger Mariaca, detido pela polícia pouco depois. As medidas anunciadas agora ampliam a pressão sobre funcionários e figuras públicas dos dois países, mas a justificativa apresentada pelos Estados Unidos não detalha a suposta conduta atribuída individualmente a cada pessoa.

O Escudo das Américas tem 19 parceiros regionais, incluindo os Estados Unidos, e prevê cooperação para desmantelar cartéis. A Colômbia aderiu à iniciativa após a posse, em agosto, do presidente Abelardo de la Espriella, que derrotou Petro nas eleições. Embora vários países tenham aderido à aliança, apenas alguns aceitaram oficialmente operações conjuntas em seu território, entre eles Colômbia e Honduras.

Após retornar à Casa Branca, Trump assinou um decreto que classificou grandes cartéis e grupos criminosos da América Latina como organizações terroristas. A lista inclui as facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital.

Para entender

Escudo das Américas
Aliança regional promovida pelos Estados Unidos para ampliar a cooperação contra o crime organizado e desmantelar cartéis. O grupo prevê ações conjuntas, mas nem todos os países participantes aceitaram operações em seu território.

Fontes: O Globo, Estadão

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