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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Justiça argentina marca veredicto do caso Maradona para dezembro

Seis profissionais de saúde podem receber penas de quatro a 12 anos; a Promotoria pediu a absolvição do médico clínico Pedro Di Spagna.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Sala de tribunal vazia, com bancada dos juízes, documentos e uma bandeira argentina ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Sala de tribunal vazia, com bancada dos juízes, documentos e uma bandeira argentina ao fundo.
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O tribunal argentino anunciará em 22 de dezembro de 2026 o veredicto e as eventuais sentenças no julgamento pela morte de Diego Maradona. A Promotoria pediu penas de quatro a 12 anos para seis profissionais de saúde. O médico clínico Pedro Di Spagna deve ser absolvido, conforme decisão anunciada pelo presidente do tribunal.

A Justiça argentina marcou para 22 de dezembro de 2026 o anúncio do veredicto e das eventuais sentenças no julgamento sobre a morte de Diego Maradona. O ex-jogador morreu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, durante uma internação domiciliar em Tigre, ao norte de Buenos Aires, onde se recuperava de uma neurocirurgia.

O julgamento começou em abril e teve 51 audiências, com depoimentos de mais de 70 testemunhas. Ao encerrar o processo, o presidente do tribunal, Alberto Gaig, anunciou a data da decisão. A Promotoria pediu penas de quatro a 12 anos de prisão para seis dos sete profissionais de saúde acusados.

A acusação é de homicídio com dolo eventual, figura jurídica que se aplica quando alguém prevê que uma ação ou omissão pode causar a morte e, ainda assim, prossegue. O Ministério Público pediu 12 anos de prisão para o neurocirurgião Leopoldo Luque, médico pessoal de Maradona; dez anos para a coordenadora médica Nancy Forlini; e oito anos para a psiquiatra Agustina Cosachov.

Luque reafirmou sua inocência perante o tribunal e lamentou a morte do ex-atleta. “Doeu em mim e vai doer para sempre”, disse. Seu advogado afirmou que o médico foi um “bode expiatório”, sustentou que ele não controlava os cuidados cotidianos na residência e atribuiu a morte a um evento cardíaco repentino e imprevisível.

A defesa de Cosachov responsabilizou a empresa de assistência médica privada por não transmitir informações sobre o estado de saúde do ex-jogador. “Ninguém a avisou sobre a taquicardia, sobre a hipertensão, ninguém a avisava de nada”, afirmou o advogado Vadim Mischanchuk. Ele disse que a psiquiatra agiu diante dos sinais de alerta e tentou reverter a situação.

Forlini foi acusada de não providenciar equipamentos médicos básicos para a residência. Sua defesa respondeu que ela deveria fornecer os serviços solicitados pelos médicos responsáveis pelo tratamento, mas que nenhum equipamento foi pedido. Os advogados também apontaram Luque e Cosachov como responsáveis pelos cuidados médicos.

O julgamento envolve ainda o coordenador de enfermagem Mariano Perroni e o enfermeiro Ricardo Almirón, que pediram absolvição. A Promotoria acusa Perroni de não entregar resumos médicos à equipe e de não supervisionar adequadamente os enfermeiros de plantão. Seu advogado afirmou que nenhuma omissão ou falha dele contribuiu para a morte de Maradona.

Almirón foi acusado de não medir corretamente os sinais vitais do ex-jogador. Seu advogado, Franco Chiarelli, disse que a maioria dos 23 registros feitos durante a internação foi preenchida pelo enfermeiro. A Promotoria pediu a absolvição do médico clínico Pedro Di Spagna, e Gaig declarou que ele deve ser absolvido por não haver acusação sustentada contra ele.

Durante a sessão, Dalma Maradona, filha mais velha do ex-jogador, pediu justiça para o pai: “Quero pedir que meu pai tenha a justiça que merece”.

Fontes: Folha de S.Paulo, Estadão, O Globo

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