Protestos na Europa afetam turistas e mudam rotina em cidades
Atos em Paris e Milão provocaram fechamentos e mudanças no transporte; turistas devem verificar avisos locais, atrações e linhas antes de sair.
Resumo em 30 segundos
Manifestações ligadas ao custo de vida, à educação e à moradia têm ocorrido em cidades europeias, com episódios de vandalismo e confrontos em Paris e Milão. Apesar de não haver restrições de viagem, atos podem afetar transportes e atrações. O Itamaraty recomenda evitar multidões e acompanhar as orientações das autoridades locais.
Uma onda de protestos em cidades da Itália, França, Portugal, Espanha e Bélgica tem provocado depredações, confrontos com policiais e mudanças na rotina de moradores e turistas. Em Milão, lojas próximas à praça do Duomo fecharam mais cedo na segunda-feira (19), enquanto manifestações também afetaram áreas de Paris; novos atos estão previstos para o próximo fim de semana.
As manifestações reúnem reivindicações ligadas ao custo de vida, à educação e às condições de moradia. Em Paris e Milão, grupos minoritários quebraram vitrines, incendiaram carros e saquearam estabelecimentos. A polícia usou bombas de efeito moral nos confrontos, e milhares de pessoas foram detidas, segundo as informações divulgadas sobre os atos.
Em Milão, comerciantes do entorno do Duomo e do Quadrilátero da Moda baixaram as portas antes do horário na segunda-feira, por temor de novos danos após episódios de vandalismo no fim de semana. A fotógrafa brasileira Janaina Villela, que visitava a cidade, deixou uma loja de departamentos na região e foi para o bairro de Brera. Ela estava em uma viagem de férias pela Itália e pela França, organizada por uma agência especializada em arte.
Em Paris, os atos recentes ocorreram nas proximidades da Place de la République e de Les Halles. As praças da Bastille e da Concorde também foram afetadas. Em Milão, manifestações costumam se concentrar na praça do Duomo, diante da estação Centrale e no corso Venezia.
O impacto dos protestos pode incluir desvios de ônibus e bondes, além do fechamento de estações de metrô e atrações turísticas. Na segunda-feira, o Museu do Louvre foi fechado por causa de uma manifestação estudantil; o museu informou que os ingressos seriam reembolsados automaticamente. A recomendação para visitantes é confirmar se os locais estão abertos antes de se deslocar e acompanhar avisos sobre o transporte público.
A maior parte dos bairros das cidades não costuma ser atingida, e o turismo continua em funcionamento. Ainda assim, autoridades anunciaram medidas como toque de recolher, reforço policial e penas mais duras. Itália e Alemanha emitiram alertas a cidadãos que pretendem viajar para a França, mas não há restrições de viagem em vigor.
Até quarta-feira (21), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não havia emitido alertas específicos sobre os protestos na Europa. A orientação do ministério é evitar multidões e locais onde estejam previstos atos, acompanhar a imprensa local e seguir as instruções das autoridades. O órgão também recomenda consultar os canais das embaixadas e dos consulados brasileiros nos países visitados.
Em Paris, visitantes podem acompanhar atualizações da RATP, empresa responsável pelo transporte público da região, sobre alterações em linhas e estações. Hotéis, guias e moradores também podem informar sobre áreas afetadas. Em geral, manifestações se concentram à tarde e nos fins de semana, mas a programação pode mudar, por isso é importante verificar as condições no próprio dia.
Seguro de viagem pode ser útil para imprevistos, mas as apólices variam quanto à cobertura de cancelamentos ou danos ligados a manifestações. Em geral, situações associadas a eventos já conhecidos e cancelamentos motivados pelo receio de protestos podem ficar fora da cobertura; o viajante deve conferir as condições do contrato antes de contratar ou solicitar reembolso.
Para entender
- RATP
- A Régie Autonome des Transports Parisiens é a empresa pública que opera grande parte do transporte coletivo de Paris e de sua região metropolitana, incluindo metrô, ônibus e bondes. Seus canais divulgam alterações no serviço.