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Sábado, 31 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro deixa o Brasil rumo aos Estados Unidos

Relato do jornal argentino Clarín descreve deslocamento por terra até Puerto Iguazú e uma operação com vários jatos para embarcar a família rumo a Miami.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jato particular e van em uma pista de aeroporto à noite. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jato particular e van em uma pista de aeroporto à noite.
Resumo em 30 segundos

Flávio Bolsonaro e familiares teriam viajado de Brasília à região da tríplice fronteira antes de embarcar em Puerto Iguazú para Miami. O relato do Clarín descreve veículos usados para despistar, alternativas de jatos e a participação de representantes dos Estados Unidos e da Argentina. Deputados democratas pediram esclarecimentos ao secretário de Estado Marco Rubio.

Flávio Bolsonaro e familiares deixaram o Brasil rumo aos Estados Unidos na terça-feira, 27, após uma operação que teria mobilizado veículos e ao menos três jatos particulares, segundo relato publicado pelo jornal argentino Clarín. A saída ocorreu pelo aeroporto de Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones, e incluiu medidas para ocultar em qual aeronave a família embarcou. O relato não informa o ano da data.

A operação teria começado com uma viagem por terra de cerca de 1,6 mil quilômetros, de Brasília até a região da tríplice fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai. Seis veículos teriam saído em sequência da residência da família na capital, como forma de despistar possíveis perseguidores. O grupo teria usado carros e caminhonetes com placas que evitariam bloqueios nos dois países.

Quase à meia-noite de terça-feira, uma van branca com vidros escuros chegou ao aeroporto de Puerto Iguazú. Pouco depois, um jato Gulfstream IV, de matrícula LV-JQW, decolou em direção a Miami. A movimentação levou a crer que Flávio e seus familiares estavam na van, mas, segundo o relato, eles haviam chegado cerca de uma hora antes, por uma entrada de serviço pouco conhecida que dava acesso à pista.

A reportagem atribui a agentes ou representantes dos Estados Unidos a organização dos deslocamentos e dos procedimentos necessários para o embarque. Integrantes da Polícia de Segurança Aeroportuária argentina, além de funcionários da Imigração e da Alfândega, teriam sido afastados durante a operação. A família teria aguardado cerca de 40 minutos antes de receber autorização para decolar.

O plano incluía a contratação de pelo menos três jatos, possivelmente quatro, que teriam sido posicionados ou voado pela região como alternativas. Alguns teriam seguido simultaneamente em direção aos Estados Unidos, dificultando a identificação da aeronave que levava os Bolsonaro. Uma das opções de saída ficaria no Paraguai, segundo o relato.

Antes da viagem, Flávio teria alugado um jato para ir de Brasília à região da fronteira. O proprietário, porém, teria desistido de cumprir o contrato depois que a imprensa noticiou que Bolsonaro estava proibido de deixar o Brasil. A família teria então feito o trajeto por terra até Puerto Iguazú.

O presidente argentino, Javier Milei, teria enviado seu principal assessor, Santiago Caputo, a Misiones para assegurar as condições necessárias à operação. O relato também aponta possível atuação de representantes norte-americanos no Brasil e na Argentina, mas não detalha quem participou nem quais medidas foram tomadas em cada país.

A operação teria incluído ainda uma escala no Equador antes da chegada a Miami. A falta de clareza sobre a participação dos governos dos Estados Unidos e da Argentina motivou deputados do Partido Democrata a encaminhar perguntas ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Eles querem saber, entre outros pontos, se houve ajuda da Casa Branca e se funcionários dos Estados Unidos atuaram também no Equador. Rubio deverá responder até 13 de novembro, conforme o prazo estabelecido pelos parlamentares.

O relato descreve a viagem como uma fuga após a derrota de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial e afirma que o político é acusado de lavagem de dinheiro e tinha restrições para deixar o país. A operação, se confirmada, envolve questões sobre a atuação de agentes estrangeiros em aeroportos e territórios de países soberanos, além do cumprimento das regras migratórias e de eventuais restrições judiciais. A versão sobre os detalhes da saída foi atribuída a fontes ouvidas pelo Clarín; não há, no relato, manifestação de Flávio Bolsonaro ou dos governos citados.

Fontes: Estadão

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