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Domingo, 25 de outubro de 2026

Jornalistas relatam agressão durante apuração no Porto Bom Jesus

O caso ocorreu em Belém, enquanto a equipe investigava queixas sobre a recusa de passagens gratuitas para eleitores; a Polícia Civil apura as denúncias.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Câmera e microfone em um terminal fluvial de Belém, com uma embarcação atracada ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Câmera e microfone em um terminal fluvial de Belém, com uma embarcação atracada ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Dois jornalistas do portal Cidade 091 dizem ter sido agredidos no Porto Bom Jesus, em Belém, enquanto apuravam queixas de eleitores sobre a emissão de passagens gratuitas. A Navegação Bom Jesus afirma que a segurança interveio após um deles insistir em filmar uma área restrita. A Polícia Civil investiga o caso.

Dois jornalistas do portal Cidade 091 afirmam ter sido agredidos na sexta-feira (23), no Porto Bom Jesus, em Belém, enquanto apuravam queixas sobre a recusa de passagens gratuitas para eleitores. A Polícia Civil do Pará investiga o caso na Delegacia do Jurunas, responsável pela área onde fica o terminal.

Segundo o relato dos repórteres Lucas Contente e Gustavo Baima, eles entrevistavam uma passageira quando um funcionário da Navegação Bom Jesus pediu que deixassem o local. Depois que a equipe se recusou a sair, o homem teria tomado parte dos equipamentos e chutado e empurrado um dos jornalistas.

Os profissionais disseram que seguranças chamados ao terminal também agrediram o repórter e o derrubaram. Um segurança teria segurado Lucas pelo braço enquanto ele tentava usar o telefone para chamar a polícia. Os jornalistas registraram boletim de ocorrência, e parte do episódio foi gravada em vídeo, segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

A Navegação Bom Jesus afirmou que respeita a liberdade de imprensa e o direito à informação. A empresa disse que a equipe de segurança interveio porque um dos jornalistas insistiu em entrar e filmar uma área restrita, apesar de ter sido orientado a não fazê-lo, e resistiu ao pedido para deixar o local. Segundo a nota, a ação buscou proteger passageiros e funcionários, sem intenção de impedir o trabalho jornalístico.

A manifestação da empresa não abordou as alegações de chutes, empurrões e retirada de equipamentos. O Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) atribuiu as agressões a integrantes da segurança privada e a Raimundo Rebelo, identificado como diretor de operações da Navegação Bom Jesus. A entidade repudiou o episódio. A Abraji também pediu que as denúncias sejam apuradas e que os responsáveis sejam responsabilizados.

A equipe do Cidade 091 apurava relatos de passageiros que disseram ter recebido negativas para a emissão de bilhetes gratuitos, sob a justificativa de que as cotas estavam esgotadas. O benefício foi instituído pelo governo estadual para permitir o deslocamento de eleitores durante o segundo turno. A apuração dos jornalistas, portanto, tratava do acesso ao transporte gratuito e das regras para a distribuição das passagens.

Em nota, o portal classificou como “inaceitável” que profissionais de imprensa enfrentem violência e intimidação ao buscar esclarecimentos de interesse público. A empresa não apresentou, na manifestação divulgada, uma resposta específica às acusações de agressão. A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação.

Para entender

Abraji
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo é uma entidade dedicada à defesa do jornalismo e ao aprimoramento da prática profissional. Atua em temas como liberdade de imprensa, segurança de jornalistas e transparência.

Fontes: Folha de S.Paulo

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