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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Christiane Amanpour deixa a CNN após 43 anos na emissora

A jornalista deixará a emissora em junho de 2027; seu programa diário na CNN International será encerrado em maio, após virar semanal no início do ano.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Christiane Amanpour em uma redação de televisão Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Christiane Amanpour em uma redação de televisão
Resumo em 30 segundos

Christiane Amanpour anunciou que deixará a CNN em junho de 2027, após 43 anos na emissora. O programa diário que apresenta na CNN International passará a ser semanal no início daquele ano e terminará em maio. Ela também encerrará o programa da PBS no fim de 2026 e continuará com seu podcast.

A jornalista Christiane Amanpour deixará a CNN em junho de 2027, após 43 anos na emissora. A partir do início daquele ano, o programa diário “Amanpour”, exibido pela CNN International, passará a ser semanal e terminará em maio. Ela também encerrará “Amanpour & Co”, na PBS, no fim deste ano.

Amanpour, de 68 anos, anunciou a decisão nesta segunda-feira, 19 de outubro, e disse que espera se dedicar a “novos projetos interessantes no futuro”. Ela continuará apresentando o podcast “The Ex Files”, que faz com Jamie Rubin, ex-marido e ex-diplomata americano. A jornalista não informou o motivo da saída.

Em comunicado, Amanpour descreveu a CNN como sua parceira durante “43 anos fantásticos” e afirmou que continuará torcendo pela emissora e por seu jornalismo independente. “Lembrem-se: sejam sempre verdadeiros, nunca neutros”, acrescentou.

A despedida ocorre em um período de mudanças na estrutura empresarial da CNN. Em 6 de outubro, a Paramount, controlada pela Skydance, concluiu a compra da Warner Bros. Discovery por US$ 81 bilhões. A operação reuniu sob o mesmo grupo a CNN e a CBS. Amanpour não vinculou sua decisão à mudança de controle.

O presidente-executivo da CNN, Mark Thompson, destacou a trajetória da jornalista em uma mensagem divulgada pela emissora. Segundo ele, quando Amanpour começou como assistente em Atlanta, em 1983, um de seus superiores chegou a dizer que ela não tinha perfil para ser correspondente internacional nem para trabalhar na televisão. “Como ela provou que ele estava errado!”, escreveu Thompson.

Amanpour se tornou repórter e, sete anos depois de entrar na emissora, correspondente internacional. Ganhou projeção no início dos anos 1990, ao cobrir a Guerra do Golfo, e depois trabalhou em conflitos e crises no Oriente Médio e em outros países. Entre as coberturas que mencionou ao anunciar a saída estão as guerras da Bósnia, do Afeganistão e da Ucrânia, além do genocídio em Ruanda e acontecimentos no Irã.

A jornalista afirmou que as equipes de campo e de produção foram decisivas ao longo de sua carreira. Ela descreveu o trabalho em zonas de guerra como uma missão de contar histórias e disse que sempre buscou levar notícias internacionais, inclusive assuntos complexos, ao público americano.

“Devido à minha criação — sou metade iraniana e metade britânica — tive o grande privilégio de poder ver o mundo a partir de duas perspectivas muito distintas”, afirmou em 2023. Amanpour também falou publicamente sobre o diagnóstico de câncer de ovário recebido em 2021 e duas recidivas posteriores. Na ocasião, incentivou outras pessoas a fazer exames de prevenção.

Fontes: Estadão

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