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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Estudo aponta ultrapassagens perigosas e poluição para ciclistas em SP

A distância média entre veículos e ciclistas foi de 1,08 metro; em trechos da marginal Pinheiros, a exposição à poluição ficou acima da média municipal.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Ciclista pedala em uma via urbana ao lado de carros em São Paulo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Ciclista pedala em uma via urbana ao lado de carros em São Paulo.
Resumo em 30 segundos

Levantamento do Instituto Cordial monitorou mais de 10 mil quilômetros percorridos por ciclistas em São Paulo entre setembro de 2025 e março de 2026. Três em cada quatro ultrapassagens ocorreram a menos de 1,5 metro. O estudo também registrou maior exposição à poluição em regiões da capital, com ressalvas sobre o alcance dos dados.

Um estudo do Instituto Cordial aponta que três em cada quatro ultrapassagens de ciclistas por veículos em São Paulo ocorrem a menos de 1,5 metro, distância mínima prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A pesquisa também identificou maior exposição à poluição em trechos da ciclovia da marginal Pinheiros e registrou uma distância média de apenas 55 centímetros na zona leste.

Na capital, a distância média entre veículos e ciclistas nas ultrapassagens monitoradas foi de 1,08 metro. O levantamento foi feito a pedido do Itaú Unibanco e acompanhou condições de segurança e ambientais enfrentadas por quem pedala. Entre setembro de 2025 e março de 2026, os participantes percorreram mais de 10 mil quilômetros por ruas, avenidas, ciclovias e ciclofaixas, com equipamentos dotados de sensores e inteligência artificial.

Os resultados correspondem aos percursos analisados e não representam necessariamente toda a infraestrutura cicloviária da cidade. As medições também não diferenciaram horários. O indicador de poluição é relativo à exposição ambiental e não calcula a quantidade de poluentes inalada por cada ciclista.

A pesquisa constatou que, em Pinheiros e Alto de Pinheiros, na zona oeste, a exposição indicada chega a ficar 163% acima da média municipal. Considerando toda a extensão da ciclovia da marginal Pinheiros analisada, o indicador é 22% superior ao registrado no restante da cidade. Na região central, a medida supera a média em 56%, o maior resultado entre as regiões avaliadas. Também foram apontados níveis elevados na zona norte e em áreas periféricas da zona leste.

O estudo considera partículas suspensas no ar e atribui peso maior às menores, que podem penetrar mais profundamente nos pulmões. A escala foi construída com base nos limites de segurança da Organização Mundial da Saúde. Segundo o Instituto Cordial, a vegetação entre a ciclovia da marginal e as pistas de automóveis não impede que partículas emitidas pelos motores cheguem a quem pedala.

“Temos um problema que precisa ser tratado de forma integrada. Mobilidade ativa, desenho urbano, qualidade do ar e redução das emissões precisam fazer parte do mesmo planejamento”, afirmou Luís Fernando Villaça Meyer, diretor de operações do instituto e responsável pela pesquisa. Ele também defendeu infraestrutura que proteja ciclistas, como faixas de recuo e ciclovias bem desenhadas, além de fiscalização da distância mínima de ultrapassagem.

Outro resultado indica que a velocidade dos ciclistas é cerca de 18% maior em locais com estruturas dedicadas, como ciclovias e ciclofaixas. O levantamento ocorre em meio à alta de mortes de ciclistas na cidade: nos nove primeiros meses deste ano, foram 26 óbitos, contra 22 no mesmo período de 2025, aumento de 18%, segundo o Infosiga, sistema estadual de dados sobre ocorrências no trânsito. No conjunto de todos os modais, as mortes cresceram 1,5% no intervalo.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que São Paulo tem 795,5 quilômetros de malha cicloviária e que a meta municipal é chegar a mil quilômetros até 2028. Desde 2021, foram implantados 143,07 quilômetros e requalificados 357,05 quilômetros, segundo a prefeitura. A administração afirma que a expansão e a conexão entre trechos buscam aumentar a segurança dos ciclistas.

A prefeitura também informou que agentes de trânsito, com apoio da Guarda Civil Metropolitana, fiscalizam a circulação de bicicletas, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos nas ciclovias. As ações ocorrem em locais diferentes, em sistema de rodízio. O município diz ainda oferecer o curso Pedalar com Segurança, com aulas teóricas e práticas no Centro de Treinamento e Educação de Trânsito.

Para entender

Código de Trânsito Brasileiro
Lei federal que reúne regras para o trânsito no Brasil. O artigo 201 prevê que motoristas mantenham distância lateral de pelo menos 1,5 metro ao passar ou ultrapassar uma bicicleta.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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