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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

ISA Energia antecipa captações e avalia leilão de baterias

A empresa se preparou para evitar financiamentos em meio à volatilidade eleitoral e estuda disputar o leilão de baterias previsto para dezembro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Contêineres de armazenamento de energia ao lado de uma subestação elétrica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Contêineres de armazenamento de energia ao lado de uma subestação elétrica.
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A ISA Energia Brasil antecipou captações e medidas de financiamento para evitar ir ao mercado durante a volatilidade associada às eleições. A companhia também avalia participar do leilão de baterias previsto para dezembro, mas vê indefinições na licitação. Entre janeiro e setembro, investiu R$ 3,4 bilhões e prevê cerca de R$ 12 bilhões em investimentos nos próximos anos.

A ISA Energia Brasil antecipou captações e medidas de financiamento para evitar buscar recursos no mercado durante a volatilidade associada às eleições, afirmou a diretora executiva de finanças, relações com investidores e desenvolvimento de negócios da companhia, Silvia Wada. A transmissora também avalia participar do leilão de baterias previsto para dezembro, mas ainda considera indefinições sobre a licitação.

“Antecipamos nossas captações, nossas necessidades de financiamento. É uma forma de navegar esse período sem ter que acessar mercado no período de volatilidade”, disse Wada, ao comentar emissões de debêntures realizadas pela empresa. Debêntures são títulos de dívida emitidos por companhias para captar recursos junto a investidores.

A companhia também fez uma oferta subsequente de ações, operação conhecida como follow-on, que levantou R$ 1,2 bilhão. Os recursos se destinam ao descruzamento de ativos com a Axia Energia e a investimentos. Na operação com a Axia, concluída no fim de julho, a ISA vendeu sua participação na Interligação Elétrica Garanhuns e passou a deter integralmente a Interligação Elétrica do Madeira.

Wada afirmou que a maior parte da dívida da empresa é corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), assim como a receita da transmissora. Essa correspondência funciona como uma proteção natural contra a inflação. Juros de longo prazo mais altos, porém, afetam o custo de oportunidade considerado em novas decisões de investimento, segundo a executiva.

A ISA investiu R$ 3,4 bilhões entre janeiro e setembro, dos quais R$ 1,1 bilhão foi aplicado no terceiro trimestre. A companhia prevê cerca de R$ 12 bilhões em investimentos nos próximos anos. Desse total, R$ 7,6 bilhões correspondem a reforços e melhorias autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e R$ 4,1 bilhões, a projetos em construção: Serra Dourada e Itatiaia.

Entre as possibilidades de expansão, a empresa estuda leilões e fusões e aquisições. Wada afirmou que a ISA tem interesse em baterias por sua relevância para os desafios atuais do sistema elétrico, mas analisa com cautela as condições da licitação. A companhia já desenvolveu um projeto de grande porte com essa tecnologia no litoral sul de São Paulo.

O leilão de baterias está marcado para dezembro. No segmento de transmissão, estão previstas sete licitações até 2029, três delas no ano que vem. A executiva disse que a ISA não tem obrigação nem diretriz de participar ou vencer esses certames.

A preparação financeira ocorre enquanto a companhia mantém um plano de investimentos expressivo. Segundo Wada, as condições de mercado e os riscos são considerados na alocação de capital, mas as decisões futuras também dependerão das oportunidades oferecidas pelas licitações e por eventuais aquisições.

Fontes: Valor Econômico, Estadão

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