Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Iochpe-Maxion tem prejuízo de R$ 16,1 milhões no 3º trimestre

A receita cresceu 15,8%, para R$ 4,4 bilhões, mas despesas financeiras e tributárias pesaram no balanço da fabricante de rodas e componentes automotivos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rodas automotivas em uma linha de produção industrial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rodas automotivas em uma linha de produção industrial.
Resumo em 30 segundos

A Iochpe-Maxion teve prejuízo líquido de R$ 16,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, ante lucro de R$ 35,1 milhões um ano antes. A receita avançou 15,8%, e o Ebitda subiu 7,2%. O resultado financeiro negativo e o impacto dos tributos contribuíram para o saldo final no vermelho.

A Iochpe-Maxion registrou prejuízo líquido de R$ 16,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 35,1 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. Entre julho e setembro, a fabricante de rodas e componentes automotivos teve receita de R$ 4,4 bilhões, 15,8% acima da registrada um ano antes, mas o resultado financeiro e os encargos tributários pesaram sobre o balanço.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 193,1 milhões, uma piora de 33,6% na comparação anual. A companhia relacionou o aumento principalmente à operação de gestão da dívida, que alongou o perfil de vencimentos. A mudança busca distribuir os pagamentos ao longo de um período maior, mas trouxe custos associados à troca da estrutura de financiamento.

Cerca de R$ 25,8 milhões do impacto vieram da aceleração da amortização dos custos do título de dívida anterior, conhecido como bond, e do prêmio pago para resgatá-lo antes do vencimento. O resultado financeiro do trimestre também passou a refletir o custo mais elevado da nova estrutura de endividamento.

A linha de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido teve impacto negativo de R$ 57,8 milhões, ante R$ 3,8 milhões no terceiro trimestre de 2025. O material divulgado não detalhou a composição desse aumento. Somadas às despesas financeiras, as cobranças contribuíram para que a empresa apresentasse prejuízo apesar do avanço da receita e do lucro bruto.

O custo dos produtos vendidos aumentou 14,2%, para R$ 3,82 bilhões. O lucro bruto, diferença entre a receita e os custos diretamente ligados à produção, alcançou R$ 587,2 milhões, crescimento anual de 27,6%. As despesas operacionais subiram 6,6%, para R$ 224,1 milhões.

O Ebitda — indicador de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 386,2 milhões, alta de 7,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A métrica ajuda a acompanhar o desempenho operacional sem incluir esses itens financeiros e contábeis, mas não equivale ao lucro líquido.

No fim de setembro, a dívida líquida da Iochpe-Maxion era de R$ 3,72 bilhões, alta de 1% em relação ao fim de junho. A alavancagem, medida pela divisão da dívida líquida pelo Ebitda dos 12 meses anteriores, ficou em 2,50 vezes, ante 2,52 vezes em 30 de junho.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também