IGP-M registra alta de 1,47% em outubro e soma 5,24% em 12 meses
O índice usado como referência em contratos de aluguel desacelerou ante setembro, mas o reajuste depende das condições previstas em cada contrato.
Resumo em 30 segundos
O IGP-M avançou 1,47% em outubro, após alta de 1,57% em setembro, e acumula 5,24% em 12 meses. O índice ao consumidor desacelerou com a queda das tarifas de energia elétrica residencial. Já o custo da construção acelerou, influenciado por materiais, equipamentos e serviços.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,47% em outubro, após avançar 1,57% em setembro, informou nesta quinta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O indicador acumula alta de 4,97% em 2026 e de 5,24% nos últimos 12 meses, até outubro.
Em outubro do ano passado, o índice havia recuado 0,36%; no acumulado de 12 meses até aquele mês, a alta era de 0,92%. O IGP-M é formado por três componentes: os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA); os preços ao consumidor (IPC); e os custos da construção, acompanhados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).
O IPA avançou 1,93% em outubro, abaixo da alta de 2,08% registrada em setembro. A desaceleração foi influenciada pelo menor aumento dos preços agropecuários, que passaram de 3,07% para 1,29%. Milho, soja, tomate e batata-inglesa foram apontados como os principais responsáveis pelo movimento.
Entre os estágios de processamento incluídos no IPA, matérias-primas brutas tiveram alta de 3,09%, ante 3,61% em setembro. Os bens finais subiram 1,16%, desacelerando em relação aos 1,24% do mês anterior. Já os bens intermediários aceleraram: a variação passou de 0,81% para 1,05%.
O IPC aumentou 0,45% em outubro, depois de subir 0,50% em setembro. A queda das tarifas de energia elétrica residencial contribuiu para a desaceleração, segundo o economista do FGV Ibre Matheus Dias. Habitação, que inclui esse tipo de despesa, desacelerou de 1,82% para 0,18%.
Quatro das oito classes de gastos do IPC tiveram redução na taxa de variação: despesas diversas foram de 1,15% para -0,01%; comunicação, de 0,21% para 0,02%; saúde e cuidados pessoais, de 0,26% para 0,17%; e habitação, de 1,82% para 0,18%. Em outras quatro, houve aceleração: educação, leitura e recreação passou de -1,22% para 0,95%; alimentação, de 0,51% para 1,02%; transportes, de -0,08% para 0,33%; e vestuário, de 0,22% para 0,40%.
O INCC subiu 0,35% em outubro, acima dos 0,25% de setembro. Materiais e equipamentos aceleraram de 0,17% para 0,41%, e serviços, de 0,15% para 0,31%. A mão de obra teve alta menor, de 0,27%, ante 0,37% no mês anterior.
O IGP-M é usado como referência em contratos, incluindo aluguéis, mas o reajuste efetivo depende das condições previstas em cada contrato. Assim, a variação acumulada de 5,24% em 12 meses não significa, por si só, que todos os aluguéis terão esse percentual de aumento.