Ibovespa fecha semana em queda antes do segundo turno
O índice terminou o período aos 205.083 pontos, com perda acumulada de 0,17%, embora tenha avançado 0,47% no último pregão antes da eleição.
Resumo em 30 segundos
O Ibovespa acumulou queda de 0,17% na semana que antecedeu o segundo turno presidencial, encerrando o período aos 205.083 pontos. Na sexta-feira, o índice subiu 0,47%, enquanto investidores acompanharam a disputa apertada entre Flávio Bolsonaro e Lula, dados de inflação e movimentos nos preços de commodities.
O Ibovespa encerrou a semana com queda acumulada de 0,17%, aos 205.083 pontos, em meio à cautela dos investidores antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). No último pregão antes da votação, nesta sexta-feira (23), o índice subiu 0,47%, após recuar nas duas sessões anteriores.
A oscilação ocorreu enquanto as pesquisas indicavam uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Datafolha divulgado nesta sexta-feira mostrou empate de 50% a 50% nos votos válidos, parcela que exclui brancos e nulos e é usada para calcular o resultado oficial da eleição. Sem arredondamento, o levantamento registrou 50,47% para Flávio e 49,53% para Lula, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Na terça-feira (20), o Ibovespa avançou 1,57% após pesquisas apontarem vantagem de Flávio. Na quarta (21), caiu 0,86%, e na quinta (22), recuou 1,15%, diante de levantamentos que indicaram uma disputa mais equilibrada. Na sexta, o índice recuperou parte das perdas.
Além do cenário eleitoral, os investidores acompanharam a divulgação do IPCA-15, indicador que antecipa a inflação oficial. O índice subiu 0,32% em outubro, abaixo das expectativas do mercado, segundo a matéria, e desacelerou em relação à alta de 0,70% em setembro. O petróleo Brent também voltou a avançar, superando US$ 116, enquanto a queda do minério de ferro pressionou ações de empresas ligadas à commodity.
Entre as ações do Ibovespa, Magazine Luiza teve a maior alta semanal, de 14,22%, e fechou o período cotada a R$ 12,78. MRV subiu 13,99%, e a empresa de locação de caminhões teve valorização de 13,05%. Na outra ponta, WEG caiu 10,96%, Vale recuou 6,51% e Bradespar perdeu 5,47%.
Parte dos investidores considera que uma eventual vitória de Flávio poderia favorecer ativos brasileiros, diante da expectativa de ajuste fiscal e de juros menores. A perspectiva beneficia especialmente empresas de consumo e construção, mais sensíveis ao custo do crédito. O cenário, porém, depende das medidas que o próximo governo venha a adotar.
O dólar fechou em queda de 0,96% nesta sexta-feira, a R$ 4,989, segundo os dados da sessão. A reação dos mercados após a eleição dependerá do resultado e das sinalizações econômicas do vencedor. Na semana seguinte, investidores também acompanharão a decisão de juros do Federal Reserve, prevista para quarta-feira (27), e novos dados de inflação nos Estados Unidos.