Dólar sobe na abertura à espera de pesquisa Datafolha sobre eleição
Às 9h08, o dólar comercial avançava 0,49% e era negociado a R$ 5,0518; a cotação pode mudar ao longo do pregão.
Resumo em 30 segundos
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira, enquanto investidores aguardavam a pesquisa Datafolha sobre o segundo turno presidencial. Na véspera, a moeda fechou a R$ 5,026, após a Quaest apontar empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula. A Bolsa caiu, pressionada pelas ações da WEG.
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (22), enquanto investidores aguardavam a divulgação de uma pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição presidencial, prevista para as 19h. Às 9h08, a moeda americana subia 0,49%, cotada a R$ 5,0518 no mercado comercial.
Na véspera, quarta-feira (21), o dólar terminou o pregão a R$ 5,026, com avanço de 0,17%. A cotação reagiu à pesquisa Quaest divulgada naquele dia, que mostrou uma disputa apertada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação do segundo turno está marcada para domingo (25).
O levantamento da Quaest apontou Flávio com 45% das intenções de voto e Lula com 44%. Em relação à pesquisa da semana anterior, o senador oscilou um ponto percentual para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos, enquanto o presidente manteve o mesmo índice. O resultado configura empate técnico; brancos e nulos somaram 9%, e 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
A pesquisa Datafolha aguardada para esta quinta-feira é outro levantamento sobre a disputa presidencial no segundo turno. A expectativa em torno dos números pode influenciar as decisões de investidores, que acompanham as sondagens eleitorais em busca de sinais sobre o resultado da votação e possíveis mudanças na condução da política econômica.
A cotação do dólar expressa o preço da moeda americana em reais e varia ao longo do pregão conforme as negociações no mercado. A alta registrada na abertura não representa necessariamente o valor de compra ou venda oferecido por bancos e casas de câmbio, que podem incluir custos e margens próprios. O preço também pode mudar durante o dia.
A oscilação da moeda ocorre em meio a avaliações sobre o cenário eleitoral e ao movimento de busca por proteção. Segundo analistas citados na matéria, a nova pesquisa Quaest aumentou a percepção de que a disputa está mais equilibrada e estimulou investidores a se protegerem a poucos dias do segundo turno.
A expectativa de uma eventual alternância de poder também tem influenciado os ativos brasileiros. Parte dos investidores associa uma possível vitória de Flávio a mudanças na política econômica, especialmente na área fiscal, e a um ajuste mais rigoroso das contas públicas. Essa leitura contribuiu para a valorização recente da Bolsa e do real, mas os preços dos ativos também dependem de outros fatores econômicos e externos.
Na quarta-feira, o Ibovespa caiu 0,86%, aos 206.495 pontos. O recuo foi pressionado principalmente pelas ações da WEG, que perderam 7,33%, fechando a R$ 45,21, após a empresa divulgar resultados do terceiro trimestre considerados abaixo das expectativas por analistas. O desempenho da Bolsa, portanto, destoou da alta registrada na sessão anterior, quando o índice avançou 1,57% em meio ao chamado trade eleitoral, movimento de compra de ativos associado a expectativas sobre a eleição.
A WEG teve vendas internacionais quase 15% maiores em dólares no terceiro trimestre, mas o crescimento foi pouco superior a 8% quando convertido para reais. Mais de 60% da receita da companhia vem do exterior, de modo que a taxa de câmbio afeta o valor das vendas internacionais apresentado em reais. Analistas também apontaram pressão sobre as margens por causa do cobre mais caro, das tarifas nos Estados Unidos e de novas fábricas ainda em fase de ganho de escala.
No mercado de juros futuros, os contratos encerraram a quarta-feira perto da estabilidade. Os papéis com vencimento em janeiro de 2028 eram negociados a 12,775% às 17h15, nível semelhante ao do fechamento anterior. Já os contratos para janeiro de 2035 subiram 0,01 ponto percentual, para 12,740%.
No exterior, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, terminou a quarta-feira próximo da estabilidade. O indicador ajuda a acompanhar a força da moeda americana frente a outras divisas, mas não corresponde diretamente à cotação do dólar em reais. As Bolsas de Nova York fecharam em alta, com ganhos de 0,69% do Dow Jones, 0,58% do S&P 500 e 1,05% do Nasdaq, em meio à retomada do otimismo com ações de tecnologia.