Datafolha e Indexa/Broadcast medem disputa a quatro dias do 2º turno
Levantamentos previstos para as 9h e 19h acompanham a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto investidores avaliam possíveis impactos nos ativos.
Resumo em 30 segundos
Datafolha e Indexa/Broadcast têm pesquisas eleitorais previstas para esta quinta-feira, quatro dias antes do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os levantamentos são acompanhados pelo mercado financeiro, que avalia possíveis efeitos da disputa sobre ações, câmbio e juros. Na sessão anterior, o Ibovespa caiu e o dólar subiu.
Duas pesquisas eleitorais previstas para esta quinta-feira (22) devem medir a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial. O levantamento Indexa/Broadcast está previsto para as 9h, e o Datafolha, para as 19h. Os resultados são acompanhados por investidores em meio à expectativa sobre os rumos da política econômica e fiscal a partir de 2027.
A proximidade entre os candidatos mantém a eleição no centro das atenções do mercado financeiro. As pesquisas podem alterar as expectativas de investidores sobre a condução da economia nos próximos quatro anos e influenciar decisões envolvendo ações, câmbio e juros futuros.
Na sessão anterior, o Ibovespa recuou 0,86%, para 206.495,23 pontos. O dólar à vista subiu 0,18% e encerrou cotado a R$ 5,0279. A bolsa foi pressionada pela repercussão de levantamentos eleitorais e por ajustes de posições diante da aproximação do segundo turno.
Uma pesquisa Quaest apontou Flávio com 45% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 44% de Lula. O resultado configura empate técnico. Já o levantamento Meio/Ideia registrou 48% para o senador e 46% para o presidente. Metodologias e margens de erro distintas precisam ser consideradas na comparação entre pesquisas.
Para Lucas Xavier, sócio da AW Capital e responsável pela mesa de renda variável da empresa, o noticiário político tem influenciado o comportamento da bolsa. Ele afirmou que investidores avaliam as possibilidades de mudanças nas contas públicas e ajustam sua exposição a ativos de risco. Em cenários de maior cautela, podem buscar alternativas como a renda fixa.
Além da eleição, os investidores acompanham nesta quinta-feira indicadores no exterior. Nos Estados Unidos, serão divulgados os pedidos semanais de auxílio-desemprego, usados para avaliar as condições do mercado de trabalho e as expectativas para os juros definidos pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. A previsão é de 200 mil solicitações iniciais, ante 199 mil na semana passada.
Na Europa, um índice preliminar de confiança do consumidor da zona do euro pode oferecer sinais sobre as perspectivas para a atividade econômica. No Brasil, a segunda prévia de outubro do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 1,59%, segundo a Fundação Getulio Vargas. O resultado foi influenciado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), cuja alta passou de 1,95% em setembro para 2,12% em outubro.
As cotações do petróleo também seguem no radar, em meio a tensões no Oriente Médio e a notícias de incidentes com embarcações perto do Estreito de Ormuz. A variação dos preços pode afetar ações de empresas do setor, como a Petrobras, e se relaciona às preocupações com a oferta e às perspectivas de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã.