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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

IBGE registra 525 mil jovens nas piores formas de trabalho infantil

O total caiu 6,3% em 2025 e chegou ao menor nível da série histórica; a Lista TIP reúne mais de 90 atividades consideradas especialmente arriscadas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Luvas e ferramentas em uma bancada, ao lado de uma mochila escolar fechada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Luvas e ferramentas em uma bancada, ao lado de uma mochila escolar fechada.
Resumo em 30 segundos

O Brasil tinha 525 mil pessoas de 5 a 17 anos em ocupações classificadas entre as piores formas de trabalho infantil em 2025, queda de 6,3% ante 2024 e menor número desde o início da série, em 2016. Elas correspondiam a 36,2% dos jovens que exerciam atividades econômicas. No mesmo ano, 1,499 milhão estavam em situação de trabalho infantil, conceito mais amplo.

O Brasil tinha 525 mil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em ocupações classificadas entre as piores formas de trabalho infantil em 2025, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total caiu 6,3% em relação a 2024, quando eram 560 mil, e foi o menor da série histórica, iniciada em 2016.

Apesar da redução, essas atividades correspondiam a 36,2% dos jovens que exerciam atividades econômicas no país. Os meninos eram 72,6% desse grupo, e crianças e adolescentes pretos ou pardos, 68,3%.

O levantamento do IBGE usa uma classificação estatística para identificar atividades incluídas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, conhecida como Lista TIP. A aproximação foi desenvolvida pelo instituto com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A Lista TIP reúne mais de 90 atividades consideradas especialmente arriscadas para crianças e adolescentes. A classificação estatística leva em conta fatores como o tipo de ocupação, a informalidade, a jornada, a frequência escolar, a idade e a presença de condições perigosas; por isso, não se baseia apenas no nome da atividade.

A proporção de trabalhadores em ocupações da Lista TIP era maior entre os mais novos: 72,2% dos que trabalhavam e tinham de 5 a 13 anos estavam nessa condição. O índice era de 41,2% entre adolescentes de 14 e 15 anos e de 31,6% entre os de 16 e 17. Em números absolutos, porém, mais de 60% dos 525 mil tinham 16 ou 17 anos, faixa com maior contingente de pessoas trabalhando.

O número de crianças e adolescentes nessas ocupações recuou 42,9% desde 2016, quando a pesquisa registrou 919 mil. Naquele ano, elas representavam 51,3% dos jovens que exerciam atividades econômicas; em 2025, eram 36,2%. A parcela de toda a população de 5 a 17 anos nessas ocupações também diminuiu, de 2,3% em 2016 para 1,4% em 2025.

A pesquisa também estimou que 1,499 milhão de pessoas de 5 a 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no país em 2025, queda de 9,2% ante 2024. Esse total abrange um conjunto mais amplo do que as ocupações enquadradas nas piores formas: o IBGE considera critérios como idade, atividade, jornada, escolarização, informalidade e risco.

Pela legislação brasileira, o trabalho infantil é proibido quando prejudica a saúde ou a educação de crianças e adolescentes. A definição da OIT também considera riscos ao desenvolvimento físico, mental, social ou moral e interferência na frequência escolar.

Para entender

Lista TIP
A Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil reúne atividades consideradas especialmente arriscadas para crianças e adolescentes. A classificação estatística do IBGE aproxima os dados da lista, mas considera também fatores como idade, jornada, escolarização, informalidade e condições perigosas.

Fontes: O Globo

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