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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Ibama aplica R$ 2 milhões em multas por queimadas no Amazonas

As autuações ocorreram em Autazes e Careiro da Várzea: foram 19 autos de infração e 12 áreas embargadas, que somam 250 hectares.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fumaça de incêndios cobre uma área de floresta próxima a Manaus. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fumaça de incêndios cobre uma área de floresta próxima a Manaus.
Resumo em 30 segundos

O Ibama aplicou R$ 2 milhões em multas por queimadas ilegais em Autazes e Careiro da Várzea, na região metropolitana de Manaus. As ações resultaram em 19 autos de infração e no embargo de 12 áreas. A fumaça dos incêndios prejudicou a qualidade do ar na capital e afetou o combate ao fogo.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou R$ 2 milhões em multas por queimadas ilegais em Autazes e Careiro da Várzea, na região metropolitana de Manaus. As autuações foram feitas nos últimos sete dias, enquanto incêndios florestais no Amazonas espalhavam fumaça pela capital e levavam à suspensão de aulas e ao cancelamento de atividades ao ar livre.

Agentes do instituto registraram 19 autos de infração e embargaram 12 áreas, que somam 250 hectares. O embargo impede o uso das áreas atingidas enquanto são apuradas as infrações e busca evitar novos danos. As equipes vistoriavam os locais queimados para identificar os responsáveis, em ação coordenada com órgãos estaduais e federais, que deveria continuar nos dias seguintes.

As autuações incluem casos em que proprietários não adotaram medidas de prevenção e combate previstas em notificações do Ibama. Outros foram responsabilizados por danos à vegetação nativa ou pela destruição de áreas de floresta. Também houve punições por atividade agrossilvopastoril sem licença ambiental. Esse sistema de produção combina lavoura, pecuária e silvicultura, isto é, o cultivo de árvores, em uma mesma área.

No sábado, 17, a Polícia Militar prendeu 11 pessoas em Autazes, sob suspeita de envolvimento em crimes ambientais relacionados às queimadas. O governador Roberto Cidade anunciou as prisões durante uma entrevista coletiva e afirmou que as forças de segurança trabalhavam para identificar pessoas que estariam provocando incêndios. Os nomes dos detidos não foram divulgados.

Cidade declarou que cerca de metade dos focos estava em áreas federais e a outra metade, em áreas estaduais. Ele disse que a fiscalização e o combate ao fogo seriam intensificados no Amazonas, mas não detalhou operações em unidades de conservação estaduais. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citados pelo governo apontaram 139 focos em Autazes entre os dias 10 e 13.

A fumaça deixou Manaus sob condições de ar consideradas perigosas. A cidade registrou 19 episódios de fumaça e passou nove dias consecutivos com o ar encoberto. Centenas de pessoas buscaram atendimento médico por problemas associados à poluição, e a redução da visibilidade chegou a impedir operações aéreas de combate aos incêndios, segundo o Ibama.

Na manhã de sábado, o índice de qualidade do ar na capital chegou a 657 pontos, por volta das 8h40, conforme a plataforma IQAir. A concentração de partículas finas alcançou 59,2 vezes o valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O epidemiologista Jesem Orellana, da Fundação Oswaldo Cruz, recomendou que as pessoas evitassem sair de casa e mantivessem portas e janelas fechadas, sobretudo crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

O prefeito de Manaus, Renato Junior, pediu ajuda a autoridades estaduais, nacionais e internacionais. Ele afirmou que a capital não era responsável pelas queimadas e atribuiu a fumaça a incêndios em outros municípios e estados. O Ministério Público do Amazonas abriu inquérito civil para apurar as causas do fogo, identificar responsáveis e verificar possíveis danos ambientais.

Em outra frente, o Ministério Público Federal pediu no domingo, 18, a instalação, em até 72 horas, de uma sala de situação conjunta em Manaus, além da criação de uma força-tarefa e da suspensão de autorizações para queimadas. O pedido foi apresentado após reunião entre órgãos públicos. A fumaça também prejudicou o combate aos incêndios, enquanto equipes do Ibama seguiam vistoriando as áreas atingidas.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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