Pular para o conteúdo
Sábado, 24 de outubro de 2026

Houthis atacam aeroportos e instalações de energia na Arábia Saudita

O grupo também reivindicou ataques em Áden após acusar Riade de bombardeios no Iêmen que teriam matado entre 16 e 17 pessoas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Oleoduto em uma paisagem desértica da Arábia Saudita, com fumaça ao longe. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Oleoduto em uma paisagem desértica da Arábia Saudita, com fumaça ao longe.
Resumo em 30 segundos

Os houthis afirmaram ter atacado aeroportos, instalações de energia e um oleoduto na Arábia Saudita, além de alvos em Áden. Riade informou que interceptou mísseis e que destroços caíram em regiões do país. O grupo anunciou as ações após atribuir à Arábia Saudita bombardeios no Iêmen com vítimas fatais.

Os houthis do Iêmen afirmaram neste sábado (24) ter atacado alvos na Arábia Saudita e em Áden, cidade que abriga provisoriamente o governo iemenita reconhecido internacionalmente. O grupo anunciou os ataques após acusar Riade de bombardeios no Iêmen que, segundo os relatos divulgados por um canal ligado aos houthis, mataram entre 16 e 17 pessoas.

O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, disse que o grupo lançou mísseis contra três aeroportos sauditas nas últimas 24 horas: o Rei Khalid, em Riade, além dos aeroportos de Dammam e Najrã. Os houthis também reivindicaram ataques a uma base aérea em Khamis Mushait, a instalações de energia e a um oleoduto que liga o leste ao oeste do reino.

A Defesa Civil saudita informou que destroços de projéteis caíram nas regiões de Meca e Medina depois da interceptação de dois mísseis. Os houthis negaram que tenham mirado as duas cidades e classificaram a acusação saudita como uma “grande mentira”. A coalizão liderada por Riade também anunciou a interceptação de dois mísseis direcionados a Taif e Yanbu, segundo informações divulgadas neste sábado.

Em Áden, os houthis disseram ter como alvos uma base naval e um acampamento militar sob supervisão saudita. Autoridades relataram que a sede da Guarda Costeira, outro edifício e o aeroporto da cidade foram atingidos. Áden é a sede provisória do governo que enfrenta os houthis na guerra civil.

O canal houthi Al Masirah atribuiu à Arábia Saudita três bombardeios no Iêmen. Segundo a emissora, um ataque a uma residência em Saná matou ao menos quatro pessoas; outro, contra um alojamento de trabalhadores de uma fábrica de cimento, deixou entre oito e nove mortos. Em Hodeida, na costa do Mar Vermelho, um bombardeio teria matado cinco integrantes de uma família. Riade não reivindicou as operações apontadas pelo canal.

A guerra entre os houthis, apoiados pelo Irã, e o governo iemenita respaldado pela Arábia Saudita ficou praticamente paralisada após a trégua de 2022, mas voltou a se intensificar em julho, em meio à escalada regional no Oriente Médio. A retomada das hostilidades ampliou os ataques contra território saudita e infraestrutura petrolífera.

Horas antes dos ataques, a Defesa Civil saudita emitiu alertas de “perigo potencial” para quatro regiões do oeste do país, entre elas áreas próximas a Meca, Taif e Yanbu. Os avisos foram suspensos poucos minutos depois. Yanbu é um centro de exportação de petróleo na costa do Mar Vermelho, rota que permite à Arábia Saudita escoar parte de sua produção sem depender do Estreito de Ormuz.

No início deste mês, um ataque ao aeroporto de Riade deixou 13 mortos e dezenas de feridos. Nesta semana, os Estados Unidos ordenaram a saída do pessoal não essencial de sua embaixada na Arábia Saudita e de seus familiares, devido à ameaça dos houthis. Egito, Reino Unido e França também foram citados em iniciativas de apoio à defesa saudita: o Cairo sugeriu enviar tropas, enquanto Londres e Paris ofereceram forças.

Para entender

Houthis
Movimento político e armado do Iêmen que controla áreas do país, incluindo a capital, Saná. O grupo é apoiado pelo Irã e enfrenta o governo iemenita reconhecido internacionalmente, que recebe apoio da Arábia Saudita.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também