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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Coalizão saudita bombardeia instalações de petróleo no Iêmen

Os ataques atingiram áreas de Saná, Saada e Dhamar após ofensivas houthis contra a Arábia Saudita, incluindo um ataque a Riade que matou 13 pessoas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fumaça ao longe atrás de tanques de armazenamento em uma instalação petrolífera no Iêmen. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fumaça ao longe atrás de tanques de armazenamento em uma instalação petrolífera no Iêmen.
Resumo em 30 segundos

A coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardeou instalações petrolíferas no Iêmen após novos ataques houthis contra alvos sauditas. O grupo ameaçou responder e citou possíveis alvos em Riade e Dammam. A escalada ocorre em meio à retomada dos combates, a mortes em confrontos por Taiz e ao agravamento da crise humanitária no país.

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita bombardeou nesta terça-feira (13) instalações petrolíferas no Iêmen, inclusive nos arredores de Saná, a capital, e nas províncias de Saada e Dhamar. Os ataques ocorreram após uma nova série de ofensivas houthis contra alvos sauditas, entre elas um ataque ao aeroporto de Riade que deixou 13 mortos, segundo as informações divulgadas.

Antes dos bombardeios, a coalizão pediu que civis deixassem a área de uma instalação petrolífera em Al-Sabaha, a oeste de Saná. Os houthis afirmaram que a Arábia Saudita atacou o local. O porta-voz da coalizão, general Turki al Maliki, confirmou depois ataques contra instalações de petróleo na capital e em outras áreas do país.

A televisão Al Masira, ligada aos houthis, informou que o alvo em Saná era uma instalação da Companhia Petrolífera do Iêmen. Moradores ouviram uma explosão, e filas se formaram em postos de gasolina após o alerta de evacuação, em meio ao receio de desabastecimento. A companhia disse que os tanques de armazenamento estavam vazios e que as reservas de petróleo permaneciam em locais seguros, em quantidade suficiente para atender à população por um longo período.

Os houthis ameaçaram responder a qualquer ataque saudita. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, pediu que cidadãos deixassem áreas próximas a possíveis alvos em Riad, incluindo o aeroporto internacional, uma refinaria e uma instalação da estatal Aramco, em Dammam. A Arábia Saudita relatou que interceptou três drones ao norte da capital e destruiu dois mísseis no leste do país; também informou ter interceptado outros três mísseis sobre Riade e o sul do reino.

A guerra civil iemenita opõe os houthis, apoiados pelo Irã, às forças do governo do Iêmen, que recebem apoio militar saudita desde 2015. Os combates foram retomados em julho, em meio ao conflito regional mais amplo. Apesar dos ataques aéreos da coalizão, os houthis avançaram sobre Taiz, a terceira maior cidade iemenita. Confrontos na região deixaram mais de 60 mortos entre domingo e segunda-feira, segundo fontes militares dos dois lados.

A escalada também ameaça rotas de transporte e o abastecimento de energia. Os houthis atacam petroleiros no Mar Vermelho, enquanto o trânsito pelo Estreito de Ormuz está bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio. A passagem de Bab al-Mandeb, no sul do Mar Vermelho, é uma rota importante para o transporte marítimo entre o Golfo e os mercados internacionais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou os houthis de tentar elevar os preços do petróleo antes das eleições legislativas de meio de mandato americanas, previstas para novembro. Ele criticou o comportamento do grupo, mas não esclareceu se Washington ampliará o apoio militar à Arábia Saudita.

A crise agrava a situação humanitária no Iêmen. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou que uma intensificação dos combates pode ter consequências desastrosas para dezenas de milhões de pessoas. A Organização Mundial da Saúde informou que os casos suspeitos de cólera triplicaram no país em três semanas, enquanto o Fundo Monetário Internacional prevê que a economia saudita terá contração de 3,3% neste ano.

Para entender

Houthis
Movimento político e armado do Iêmen que controla áreas do país, incluindo a capital, Saná. É apoiado pelo Irã e combate as forças do governo iemenita, que recebem apoio militar saudita.
Bab al-Mandeb
Estreito entre o Iêmen e o Chifre da África que liga o golfo de Áden ao Mar Vermelho. É uma passagem estratégica para o transporte marítimo entre o Golfo e mercados internacionais.

Fontes: Zero Hora, O Globo, Estadão

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