Houthis atacam aeroportos de Riad e Dammam na Arábia Saudita
Ataques neste domingo deixaram um morto e 11 feridos em Riad; a aviação civil avalia os danos, enquanto mísseis e drones foram interceptados.
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Ataques atribuídos aos houthis atingiram os aeroportos de Riad e Dammam neste domingo. Em Riad, um residente paquistanês morreu e 11 pessoas ficaram feridas; os danos ainda são avaliados. A Arábia Saudita também bombardeou o aeroporto de Sanaa, no Iêmen. O terminal de Riad suspendeu as operações por mais 24 horas.
Ataques atribuídos aos houthis atingiram neste domingo, 11, os aeroportos de Riad e Dammam, na Arábia Saudita, e levaram a autoridade de aviação civil do país a avaliar os danos. Um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital, matou um residente paquistanês e feriu 11 pessoas, segundo o órgão saudita; no Iêmen, bombardeios sauditas atingiram o aeroporto de Sanaa e um edifício residencial, de acordo com autoridades ligadas aos houthis.
O major-general Turki al-Maliki, porta-voz da coalizão militar liderada por Riad no Iêmen, afirmou que um projétil não identificado atingiu o aeroporto da capital e provocou um incêndio. Na madrugada desta segunda-feira, 12, a aviação civil saudita confirmou a morte e os ferimentos no episódio. O órgão informou que os danos ainda estavam sendo avaliados.
O porta-voz militar houthi Yahya Saree disse que uma operação contra o aeroporto de Dammam atingiu o local e interrompeu o tráfego aéreo. A autoridade de aviação civil saudita confirmou que o terminal foi atacado, mas não detalhou os estragos. Na madrugada desta segunda, al-Maliki informou que mísseis e drones lançados contra o reino foram interceptados.
O aeroporto de Riad teve a suspensão de operações prorrogada por 24 horas, até a meia-noite de terça-feira, segundo informações do serviço de monitoramento de voos Flightradar24. A Embaixada dos Estados Unidos recomendou cautela no uso dos principais aeroportos sauditas e exigiu autorização especial para deslocamentos a Riad, Dammam e Jidá. Também alertou seus funcionários para evitarem viagens a até 32 quilômetros da fronteira com o Iêmen.
Os episódios ocorreram um dia depois de um ataque a um terminal de passageiros do aeroporto de Riad. O balanço divulgado pelas autoridades sauditas na matéria sobre o caso era de ao menos 12 mortos e centenas de feridos; a Embaixada da Índia informou no domingo que um cidadão indiano ferido também morreu. Outra reportagem sobre o ataque registrou um balanço preliminar de 13 mortos e 309 feridos, mostrando divergência nos números divulgados.
Os houthis reivindicaram quatro operações contra aeroportos e instalações de energia sauditas durante o fim de semana. O grupo afirmou ter usado mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. Autoridades sauditas não especificaram o tipo de arma empregado no ataque de sábado a Riad; uma autoridade do Golfo e uma dos Estados Unidos, informadas sobre o episódio, disseram que foi usado um míssil de cruzeiro.
A escalada entre a Arábia Saudita e os houthis se intensificou depois que a milícia acusou Riad de bombardear o aeroporto de Sanaa, em julho. O governo iemenita, apoiado pelos sauditas, assumiu a responsabilidade pelo ataque e afirmou que tentou impedir o pouso de um avião iraniano não autorizado. No mês passado, os combates se ampliaram após os houthis avançarem sobre áreas costeiras do Mar Vermelho controladas pelo governo; forças governamentais apoiadas por caças sauditas lançaram uma contraofensiva na semana passada.
A Arábia Saudita lidera uma coalizão que apoia o governo iemenita contra os houthis, grupo que recebe apoio do Irã. A intensificação dos ataques a aeroportos e outras infraestruturas ameaça a segurança de civis e os planos sauditas de atrair negócios e turismo. Em Riad, escolas transferiram as aulas para o ensino remoto durante a semana, e empresas permitiram que funcionários trabalhassem de casa.
Para entender
- Houthis
- Movimento político e armado do Iêmen que controla a capital, Sanaa, e partes do país. O grupo participa da guerra civil iemenita e recebe apoio do Irã. Enfrenta forças ligadas ao governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita.