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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Houthis atacam aeroporto Rei Khalid e deixam 13 mortos

Mais de 300 pessoas ficaram feridas no ataque em Riade; o aeroporto internacional segue fechado enquanto autoridades sauditas verificam a segurança.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Equipes inspecionam um terminal de aeroporto danificado após um ataque. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Equipes inspecionam um terminal de aeroporto danificado após um ataque.
Resumo em 30 segundos

Um ataque reivindicado pelos houthis atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, no sábado, e deixou 13 mortos e mais de 300 feridos. Após uma sequência de ofensivas, o aeroporto permanece fechado e os voos suspensos. O ministro da Energia saudita defendeu uma resposta firme, enquanto o grupo ameaça novos ataques.

Um ataque reivindicado pelos houthis atingiu no sábado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita, e deixou 13 mortos e mais de 300 feridos, segundo o balanço atualizado pelas autoridades sauditas. O grupo, que controla áreas do norte do Iêmen, ameaçou realizar novas ofensivas contra aeroportos e outras estruturas de transporte sauditas.

Imagens de câmeras de segurança divulgadas pelo governo mostram uma explosão em um terminal e passageiros correndo para buscar abrigo. O aeroporto, uma das principais portas de entrada do país, foi fechado após o ataque, e os voos foram suspensos enquanto as autoridades verificavam a segurança das instalações. Companhias aéreas também alteraram suas operações.

O balanço inicial da ofensiva de sábado era de 12 mortos e 309 feridos. O número de mortes subiu para 13 após a confirmação de que um cidadão indiano morreu em consequência dos ferimentos. Entre as vítimas fatais havia cidadãos da Arábia Saudita, de Bangladesh, dos Estados Unidos, da Jordânia, da Palestina, da Síria, do Sudão e do Egito.

O ataque ocorreu depois de uma sequência de ofensivas contra o complexo aeroportuário. Na quinta-feira, ataques causaram mortes e danificaram uma aeronave comercial estacionada no local. No domingo, um projétil atingiu o Terminal 4 e provocou um incêndio: uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil saudita. A coalizão liderada por Riade afirmou ainda ter interceptado um míssil de cruzeiro perto do aeroporto.

A coalizão também prometeu responder à ofensiva, que classificou como “crime de guerra”. O ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, defendeu uma reação firme. “Os acontecimentos das últimas semanas são graves. A nossa resposta deve ser igualmente grave”, disse nesta segunda-feira, durante uma conferência sobre energia em Riade. Ele afirmou também que a segurança energética não pode ser considerada garantida e que os ataques puseram à prova a infraestrutura e as instituições do país.

Os houthis advertiram companhias aéreas, funcionários de aeroportos e passageiros para que evitem o espaço aéreo saudita, alegando que novas instalações podem ser atingidas. O movimento iemenita recebe apoio do Irã. A Autoridade Geral de Aviação Civil informou que o aeroporto continuava fechado nesta segunda-feira, enquanto era feita a verificação de segurança.

A escalada ocorre em meio à retomada dos confrontos no Iêmen. Desde 2015, a Arábia Saudita lidera uma coalizão que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente contra os houthis. O conflito envolve também disputas pelo controle do território e do espaço aéreo do país. A continuidade dos ataques e das ameaças amplia os riscos para a aviação civil e pode prolongar as interrupções nos voos.

Para entender

Houthis
Movimento político e armado do Iêmen que controla a capital, Sanaa, e outras áreas do norte do país. O grupo participa do conflito iemenita contra forças apoiadas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita.
Coalizão liderada pela Arábia Saudita
Aliança militar que, desde 2015, apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente no conflito contra os houthis. A intervenção saudita é parte do contexto da disputa pelo território e pelo espaço aéreo do Iêmen.

Fontes: O Globo, Zero Hora

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