Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Hakeem Jeffries fica perto de presidir a Câmara dos EUA

A vitória democrata nas eleições de meio de mandato garante maioria na Casa; a votação formal para o comando está prevista para janeiro.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Hakeem Jeffries fala em uma tribuna na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Hakeem Jeffries fala em uma tribuna na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Resumo em 30 segundos

Com a maioria democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries deve ser escolhido para presidir a Casa em janeiro. Se confirmado, será o primeiro negro no cargo e o segundo na linha de sucessão presidencial. Ele terá de conciliar as correntes do partido e conduzir a agenda diante do presidente Donald Trump.

Hakeem Jeffries, deputado democrata por Nova York, ficou perto de se tornar o primeiro presidente negro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos depois que o Partido Democrata conquistou a maioria na Casa nas eleições legislativas de meio de mandato, realizadas na terça-feira. A escolha para o comando da Câmara deve ocorrer em janeiro; se eleito, ele também será o segundo na linha de sucessão presidencial.

A vitória dá a Jeffries a tarefa de liderar a maioria democrata e definir como o partido usará o poder da Câmara diante do presidente Donald Trump, republicano que voltou ao governo no ano passado. O resultado também abre uma etapa de negociações internas entre moderados e progressistas, que têm divergências sobre as prioridades legislativas e a relação dos Estados Unidos com Israel.

Jeffries, de 56 anos, tornou-se líder da bancada democrata na Câmara após as eleições de meio de mandato de 2022, substituindo Nancy Pelosi, que deixou o posto. Ele foi escolhido por aclamação e não é esperado que enfrente concorrência para assumir a presidência da Casa. Em 2018, já havia sido eleito para presidir a bancada, função que o colocou entre os principais nomes da liderança democrata.

A presidência da Câmara é um dos cargos mais influentes do Congresso. O ocupante dirige as sessões, conduz a agenda legislativa e tem papel central na articulação dos votos da maioria. A posição também está na linha de sucessão presidencial, depois do vice-presidente. A deputada Katherine M. Clark, de Massachusetts, número dois entre os democratas, é cotada para se tornar líder da maioria e assumir parte da articulação com os parlamentares.

O novo posto exigirá de Jeffries que concilie setores do partido com prioridades distintas. Progressistas o veem como representante do establishment democrata e criticam sua proximidade com o Comitê Americano-Israelense de Assuntos Públicos (AIPAC), grupo de lobby favorável a Israel. Jeffries rejeita a ideia de que grupos externos determinem seus votos e afirmou: “Ninguém consegue apontar um único caso em que eu tenha votado em alguma questão por influência de um grupo externo”.

A ajuda militar dos Estados Unidos a Israel deve ser um dos testes da nova liderança. No início deste ano, Jeffries se opôs a uma proposta apoiada por quase metade dos deputados democratas para encerrar essa assistência. Em uma carta sobre a decisão, reconheceu que havia razões para apoiar a iniciativa e disse que era necessária “uma mudança significativa de rumo” na relação entre os dois países. Progressistas querem que a bancada se una para acabar com a ajuda, enquanto democratas centristas alertam contra concessões excessivas à esquerda.

O perfil político de Jeffries também pode gerar cobranças. Ele é considerado mais moderado que Pelosi e que os progressistas, que formam o maior bloco da bancada democrata. Embora seja conhecido por discursos enfáticos e críticas aos republicanos, costuma evitar confrontos públicos e prefere discussões reservadas. Alguns integrantes do partido questionam se ele será suficientemente firme para conduzir disputas políticas e apontam que, em comparação com Pelosi, mantém menos contato direto com os parlamentares.

Aliados dizem que o papel de presidente da Câmara mudará essa dinâmica. O deputado Gregory W. Meeks, democrata de Nova York e próximo de Jeffries, afirmou que o cargo o colocará no centro da mobilização dos votos. “Quando você é presidente da Câmara, torna-se o motor da articulação dos votos”, disse. “Hakeem está pronto para fazer exatamente isso. Na minoria, seu papel não é tão determinante.”

Jeffries cresceu em Crown Heights, no Brooklyn, em uma família da classe trabalhadora. Sua mãe era assistente social e seu pai trabalhava como conselheiro especializado em dependência química. A família frequentava uma igreja negra, onde ele atuava como recepcionista quando criança. O político afirma que as lutas por justiça racial passaram a orientá-lo desde que ingressou na faculdade de Direito.

A cultura hip-hop é parte da imagem pública de Jeffries, que costuma incluir versos de rap em discursos e entrevistas coletivas. Em 2020, durante o primeiro processo de impeachment de Trump, encerrou uma apresentação com uma frase de Biggie Smalls, rapper também nascido no Brooklyn. Em outras ocasiões, citou Jay-Z ao criticar republicanos e ao comentar a paralisação do governo americano.

Com a maioria na Câmara, os democratas terão condições de conduzir a agenda da Casa, mas Jeffries ainda precisará acomodar as diferentes correntes da bancada e enfrentar a oposição de Trump. A eleição formal para a presidência, prevista para janeiro, confirmará se ele ocupará o posto que pode torná-lo o primeiro negro a liderar a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também