Governo do RS libera regularização de terreno para fábrica da Aeromot
A empresa ainda precisa de aprovações municipais e registros em cartório para buscar financiamento; desapropriações de famílias seguem em discussão na Justiça.
Resumo em 30 segundos
O governo do Rio Grande do Sul concluiu a etapa estadual para dividir a matrícula do terreno cedido à Aeromot, em Guaíba. A regularização permite que a empresa avance nos trâmites para buscar financiamento para o AeroCITI, projeto de fábrica de aviões e outras estruturas. As desapropriações de famílias ainda estão em discussão na Justiça.
O governo do Rio Grande do Sul concluiu a etapa estadual necessária para dividir a matrícula do terreno cedido à Aeromot em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A regularização permite que a empresa avance nos trâmites para buscar financiamentos para o projeto de uma fábrica de aviões no local, que pertenceu à Ford.
O secretário-geral de governo, Artur Lemos, informou que a próxima fase depende da empresa. A Aeromot deve obter aprovação da prefeitura, encerrar o condomínio existente sobre a área e registrar duas matrículas distintas no cartório de imóveis.
As desapropriações de famílias que permanecem no terreno estão em discussão na Justiça. A área foi cedida pelo Estado à companhia, mas a situação das ocupações ainda precisa ser resolvida.
O projeto, chamado AeroCITI, inclui uma fábrica, centros de pesquisa e manutenção e uma pista de aviação. A previsão é produzir aviões DA-62, da fabricante Diamond, e helicópteros da italiana Leonardo. O investimento total estimado para as diferentes fases é de R$ 3 bilhões; a primeira etapa está orçada em R$ 200 milhões.
Até agora, houve retirada de vegetação e início da terraplanagem. A empresa pretende começar as obras dos edifícios em janeiro de 2027 e inaugurar a estrutura em 2028. A pedra fundamental foi lançada um ano antes da conclusão da etapa estadual de regularização do terreno.
A divisão da matrícula é um procedimento registral que individualiza partes de um imóvel em registros separados. No caso do empreendimento, a regularização é necessária para que a empresa possa encaminhar operações de financiamento relacionadas à área.
O terreno tem histórico de projetos industriais anunciados que não avançaram após a desistência da Ford de instalar uma fábrica no local. A implantação do AeroCITI depende, além da regularização imobiliária, do andamento das desapropriações e das etapas de construção previstas pela empresa.