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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Ambev defende ganho de participação apesar de volume fraco no Brasil

A cerveja da companhia avançou 0,5% no terceiro trimestre, abaixo dos cerca de 4% da indústria; versões sem álcool cresceram 40%.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Garrafas de cerveja sem rótulos seguem por uma linha de produção em uma cervejaria. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Garrafas de cerveja sem rótulos seguem por uma linha de produção em uma cervejaria.
Resumo em 30 segundos

A Ambev registrou alta de 0,5% no volume de cerveja no Brasil no terceiro trimestre de 2026, abaixo do crescimento estimado de 4% do setor e do avanço de 4% a 6% da Heineken. O CEO Carlos Lisboa afirmou que a empresa ganhou participação de mercado e destacou o crescimento das categorias sem álcool e premium.

O presidente-executivo da Ambev, Carlos Lisboa, defendeu nesta quinta-feira o desempenho da companhia no mercado brasileiro de cerveja, apesar do avanço de apenas 0,5% nos volumes no terceiro trimestre de 2026. Em conversa com jornalistas, ele afirmou que a empresa ganhou participação mesmo após elevar preços e disse estar confiante para o início de 2027.

O crescimento da Ambev ficou abaixo da expansão de aproximadamente 4% registrada pelo setor no Brasil no período. Já o volume de cerveja da Heineken no país avançou entre 4% e 6%, impulsionado pelas marcas Heineken e Amstel. A companhia holandesa ponderou que a comparação anual partia de uma base baixa.

Lisboa contestou essa leitura sobre o ano anterior. Para ele, 2025 representa uma nova referência para o setor, enquanto 2023 e, especialmente, 2024 foram anos atípicos, favorecidos pelo clima. O executivo também citou a retomada da demanda no fim de dezembro do ano passado, que, segundo afirmou, continuou até meados de janeiro.

O resultado da cerveja brasileira da Ambev teve diferenças importantes entre categorias. As versões sem álcool cresceram cerca de 40% em volume, e as opções com menos calorias e carboidratos, além das sem álcool, mais que dobraram. A Stella Pure Gold quase triplicou as vendas em volume, e a Michelob Ultra vendeu mais de cinco vezes o volume anterior.

As cervejas premium avançaram na faixa alta dos dois dígitos. Em sentido contrário, o segmento tradicional recuou na faixa intermediária de um dígito. No conjunto, a operação brasileira de cerveja vendeu 21,673 milhões de hectolitros no trimestre. Um hectolitro equivale a 100 litros.

A Ambev afirmou que a análise conjunta do segundo e do terceiro trimestres mostra uma evolução mais favorável: os volumes cresceram 2,7%, ante alta de 1,3% da indústria. A empresa atribuiu a comparação entre os períodos a distorções de calendário e à Copa do Mundo, e apontou ganhos sequenciais de participação de mercado.

A receita líquida da operação brasileira de cerveja subiu 4,8%, para R$ 10,1 bilhões. O custo por hectolitro aumentou 5,4%, pressionado sobretudo por commodities e pela composição das vendas. As despesas de vendas, gerais e administrativas cresceram 9,2%, com mais gastos em marketing, vendas e distribuição.

Lisboa destacou a inovação e o portfólio premium como frentes importantes para a companhia. “O poder de nossas marcas está no seu maior nível em cinco anos”, disse. A reação negativa do mercado ao balanço refletiu principalmente o desempenho dos volumes, inferior ao crescimento da indústria, apesar da defesa do executivo sobre os ganhos de participação e as perspectivas para o próximo ano.

Fontes: Valor Econômico, Estadão

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