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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

GDF pede ao STF que R$ 2,2 bilhões bloqueados sejam transferidos ao BRB

O governo do Distrito Federal diz que o banco foi lesado no caso Master e pede que os recursos sejam usados para reparar os danos enquanto as apurações continuam.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Edifício de banco público em Brasília com documentos financeiros em primeiro plano. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Edifício de banco público em Brasília com documentos financeiros em primeiro plano.
Resumo em 30 segundos

O Governo do Distrito Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal que R$ 2,2 bilhões bloqueados de Henrique Vorcaro sejam transferidos ao BRB. O GDF afirma que o banco público foi lesado no caso Master e que o Distrito Federal também sofre os efeitos das perdas. A transferência depende de decisão do STF.

O Governo do Distrito Federal (GDF) pediu nesta quinta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que R$ 2,2 bilhões bloqueados de Henrique Vorcaro sejam transferidos ao Banco de Brasília (BRB). Pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique tinha o valor em uma conta ligada à antiga Reag. O governo afirma que o banco foi lesado no caso Master e deve ser ressarcido.

No pedido dirigido ao presidente do STF, Edson Fachin, o GDF solicita que o tribunal reconheça o Distrito Federal e o BRB como vítimas das condutas investigadas. O governo argumenta que, como acionista controlador do banco, o DF também sofre os efeitos das perdas: redução do valor de sua participação, queda dos resultados e dividendos e eventual necessidade de usar recursos do Tesouro para recompor o patrimônio da instituição.

O montante bloqueado foi citado em março em um relatório da Polícia Federal (PF). Segundo os investigadores, a quantia indicava que Henrique Vorcaro teria continuado a ocultar recursos depois de ser colocado em liberdade. O documento afirma que valores bilionários em nome de terceiros foram localizados durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026.

A transferência dos recursos ainda depende de decisão do STF. O pedido do GDF sustenta que os motivos do bloqueio estão relacionados, direta ou indiretamente, a ilícitos investigados que teriam causado prejuízos ao banco e ao Distrito Federal. O BRB busca recuperar ativos ligados às perdas atribuídas ao caso Master.

O episódio ocorre após o Master vender ao BRB cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito sem lastro, segundo o decreto do governo distrital que trata da recuperação de ativos relacionados ao banco. Em setembro, o GDF criou uma comissão especial para buscar a recuperação de valores e negociar a composição de danos. A estrutura também pode atuar em situações como o pedido apresentado ao Supremo.

O BRB é uma instituição financeira pública controlada pelo Distrito Federal. Por isso, prejuízos ao banco podem afetar tanto sua situação patrimonial quanto o valor da participação do governo, além de repercutir nos dividendos destinados ao acionista. O pedido busca que os recursos bloqueados sejam direcionados à reparação desses danos enquanto seguem as apurações sobre o caso Master.

Fontes: Valor Econômico

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